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Voto de Moraes contra Débora gera revolta e comparações com caso Renato Freitas

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de propor 14 anos de pena para Débora Rodrigues dos Santos — 12 anos e 6 meses em regime fechado — por pichar com batom a frase “Perdeu, mané” em uma estátua durante os atos de 8 de janeiro, desencadeou uma onda de indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre desproporcionalidade nas decisões judiciais.
Nas redes sociais, figuras públicas e influenciadores protestaram com imagens de batons erguidos, transformando o item de maquiagem em símbolo de resistência e denúncia. A ex-atleta e comentarista Ana Paula Henkel publicou uma imagem segurando um batom, com palavras duras contra o STF: “Sadismo puro. Crueldade. Tirania. Covardia. Um dia macabro para o Brasil, nossa defenestrada Constituição e nossa gente. Até quando, Congresso?”
A insatisfação também foi expressa fora do ambiente virtual. Em um evento do Republicanos, em Brasília, Tereza Vale, mãe de João Lucas — preso por envolvimento nos atos de 8 de janeiro — interrompeu o discurso do deputado Hugo Motta. Aos gritos, denunciou a “mentira” do parlamentar, que teria afirmado que “não existem exilados”. “Abracem a mãe que não está vendo seu filho”, declarou, emocionada.




