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UE responderá a tarifas de Trump se não houver isenção permanente

Os presidentes da União Europeia (UE) pediram aos Estados Unidos, nesta sexta-feira (23), uma isenção permanente às suas pesadas tarifas sobre as importações de ferro e alumínio, advertindo que se reservam o direito de responder às medidas promovidas pelo presidente Donald Trump.

A UE pede uma isenção permanente das tarifas americanas, tuitou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após um debate dos presidentes um dia depois de Trump ter autorizado a suspensão até 1º de maio dessas medidas para UE, Argentina, Brasil e México, entre outros.

Os Estados Unidos se encontram em negociação com esses países sobre medidas alternativas satisfatórias diante da ameaça à Segurança Nacional americana constituída pela importação do aço, e os sócios de Washington ficarão, no momento, isentos das tarifas sobre suas importações, indicou a Casa Branca em um comunicado.

Os 28 presidentes da UE tomaram nota dessa isenção temporária nas conclusões da cúpula, mas pediram que seja permanente e advertiram que o bloco se reserva o direito de responder as medidas americanas em virtude das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Se nos atacarem, reagiremos sem fraqueza, indicou o presidente francês Emmanuel Macron, ao fim de uma cúpula europeia em Bruxelas dedicada ao comércio. O mandatários da segunda maior economia da UE lamentou também o mero adiamento de poucas semanas concedido pelo presidente americano.

Para o primeiro-ministro belga, Charles Michel, o presidente dos Estados Unidos tenta negociar colocando um revólver na cabeça da UE. Não é uma forma leal de negociar entre sócios históricos, acrescentou.

Este prazo de cinco semanas não parece realista, dada a importância das discussões, criticou Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

As discussões do grupo de trabalho devem começar na próxima semana com questões como a proteção dos investimentos, disputas comerciais e a tarifação de aço e alumínio na agenda.

A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, explicou que as opções da UE para preservar seus direitos estão abertas.

Entre essas opções, Bruxelas preparou uma lista de produtos americanos emblemáticos, como a manteiga de amendoim, as motos Harley-Davidson, ou as calças jeans Levis, que poderiam ser sobretaxados no prazo de três meses.

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