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Polícia apura possível ritual com sacrifício de gato em Anápolis
Animal foi encontrado mutilado e sem sangue. Três suspeitos foram identificados e caso segue sob investigação

A Polícia Civil de Anápolis investiga um suposto sacrifício animal ocorrido na cidade, que pode ter relação com práticas em rituais religiosos. O caso foi registrado nesta quarta-feira (21), após a abordagem de um veículo suspeito na Avenida Brasil, região central do município.
O automóvel em questão havia sido flagrado em imagens de câmeras de segurança no início deste mês, especificamente no dia 5 de maio. No vídeo, um carro para próximo ao meio-fio, um homem desce, abre o banco traseiro, retira um objeto e o abandona às margens da rua antes de fugir. O material deixado no local seria o corpo de um animal morto, com múltiplos cortes profundos e completamente sem sangue.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, militares abordaram na tarde desta quarta-feira (21) um veículo com as mesmas características do flagrado nas imagens. No interior do carro, foi localizada uma faca com vestígios de sangue.
O motorista e outros dois ocupantes foram conduzidos à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos. Em depoimento, o condutor afirmou que a sua religião admite o sacrifício de animais durante cerimônias específicas, mas não especificou qual seria a prática. Ele também justificou a presença da faca, alegando que ela é utilizada nesses rituais.
A Polícia Civil instaurou uma Verificação de Procedência de Informações (VPI) e apreendeu a faca encontrada com os suspeitos. Segundo as autoridades, o animal foi abandonado já sem sangue, o que indica que ele possivelmente foi morto em outro local antes de ser deixado na via pública.
As investigações agora buscam esclarecer se houve maus-tratos ou violação das leis ambientais. A legislação brasileira permite o sacrifício de animais em algumas tradições religiosas, desde que realizado de forma a minimizar o sofrimento. No entanto, o abandono de restos mortais em espaços públicos pode configurar crime ambiental.
Os três suspeitos foram liberados após prestarem depoimento, mas o caso continua em investigação. A polícia também busca apurar se o animal era doméstico, o que pode agravar as sanções previstas em lei.




