CidadesMeio Ambiente

Lixão de Padre Bernardo volta a sofrer novo desmoronamento cinco meses após o primeiro acidente

Cerca de 3 mil toneladas de lixo desmoronaram, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Desta vez, no entanto, não houve contaminação do córrego Santa Bárbara.

Apenas cinco meses após o primeiro desmoronamento, parte do lixão de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, voltou a desmoronar. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), os próprios donos do empreendimento notificaram sobre a situação. Atualmente, o lixão está interditado e não recebe mais resíduos.

Em nota, a empresa Ouro Verde, responsável pelo local, disse que o desmoronamento ocorreu na noite de terça-feira (11), dentro dos limites do lixão e que não houve qualquer impacto ambiental. O lixo que desmoronou também não atingiu o curso d’água existente nas proximidades e não há risco estrutural para o local ou para a área do entorno.

Segundo a Semad, o deslizamento aconteceu na mesma pilha que desabou em junho e não na pilha formada pelos resíduos que foram removidos do córrego Santa Bárbara nos últimos meses. Em nota, a pasta informou que a estimativa é que cerca de 3 mil das 250 mil toneladas desse maciço tenham deslizado desta vez, o que teria sido motivado pelas chuvas que caíram na região, que podem ter provocado instabilidade.

Em entrevista à TV Anhanguera, no entanto, o gerente de emergências da Semad, major Sayro Reis, disse que o trabalho de aterramento do lixo, para diminuir a produção do chorume e a produção de vetores pode ter contribuído para o novo desmoronamento.

“Dentro desse processo de ‘reconformação’, talvez por uma sobrecarga, isso (o motivo) vai ser analisado pelos técnicos da Semad, teve esse deslizamento de uma parte mais próxima ali da grota”, disse Reis.

Uma equipe de fiscalização da secretaria informou que não houve contaminação do córrego. No primeiro desmoronamento, cerca de 42 mil toneladas de lixo caíram no córrego, mas já foram retirados pela Ouro Verde.

Multa de R$ 37,5 milhões

O primeiro desmoronamento resultou em uma multa de R$ 37, 5 milhões aplicada à empresa pela Semad, em função da contaminação do córrego, que fica em uma área de preservação permanente. De acordo com a coordenadora da Área de Meio Ambiente do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Daniela Haun Serafim, o local não havia apresentado estudos ambientais que permitissem a sua atuação adequada como aterro.

Na época, após o ocorrido, a Ouro Verde lamentou o desabamento e disse que está comprometida com a mitigação dos danos ambientais e com a preservação da área afetada, adotando todos os cuidados para evitar novos riscos.

Via G1 Goiás

Related Articles