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Insatisfação com Cartório de Registro Imobiliário de Anápolis é discutida em audiência pública

A iniciativa, proposta pela Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás, busca corrigir falhas que resultam em prejuízos para a região

A Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás promoveu uma audiência pública no Fórum de Anápolis, na sexta-feira, 22, que destacou a insatisfação de diversos setores com o 1º Cartório de Registro de Imóveis, alegando que está impedindo o desenvolvimento na região norte da cidade.

O corregedor-geral, desembargador Leandro Crispim, recebeu um documento com vários exemplos de interpretações consideradas equivocadas pelo oficial do cartório, resultando em atrasos nas negociações e dificuldades no registro de imóveis para empresas e cidadãos.

Crispim recebeu um relatório assinado por 17 entidades que compõem o Fórum Empresarial, além da Subseção Anápolis da OAB Goiás. Luiz Antônio Oliveira Rosa, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sinduscon), representante do Fórum, fez críticas contundentes ao cartório, solicitando intervenção da Corregedoria-Geral.

Luiz Antônio explicou que a questão não é nova, destacando uma denúncia anterior em 2019 à Corregedoria-Geral, que resultou em melhorias temporárias, mas logo retornou ao antigo padrão. Ele enfatizou que agora entregaram documentos consolidados, com fortes evidências dos problemas enfrentados nos últimos anos, buscando uma solução definitiva.

Ele mencionou que embora algumas demandas possam ser relacionadas às empresas, a maioria é considerada “questões incabíveis”, resultando em dificuldades para os negócios na região norte de Anápolis. Luiz Antônio destacou a dificuldade dos cidadãos comuns em lidar com o cartório, especialmente devido à linguagem técnica dos documentos.

O vereador Frederico Godoy (Agir), presidente da Associação das Imobiliárias de Anápolis (AIA), também presente na audiência, destacou as dificuldades, morosidade e arbitrariedade do 1º Cartório de Registro de Imóveis para o setor imobiliário e da construção civil. Ele ressaltou a insatisfação generalizada com o cartório na cidade e criticou a forma como o oficial interpreta as questões relacionadas ao registro.

Em resposta às demandas apresentadas, a juíza Soraya Fagury Brito, auxiliar da Corregedoria, afirmou que todos os casos serão analisados para proporcionar uma resposta à sociedade. A audiência pública demonstrou a determinação das partes envolvidas em resolver os problemas enfrentados com o 1º Cartório de Registro de Imóveis em Anápolis.

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