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Febre amarela: Mutirão de vacinação no estado de São Paulo é antecipado

SÃO PAULO – A campanha de vacinação contra a febre amarela com dose fracionada será antecipada no estado de São Paulo. A informação foi confirmada pelo governador Geraldo Alckmin na desta terça-feira (16), dia em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a considerar todo o estado na lista de áreas de risco para a doença.
“Estamos antecipando uma semana, ao invés de começar dia 3 de fevereiro, vai começar no dia 29 de janeiro e vai até o dia 17 de fevereiro”, disse.
A expectativa é imunizar 8,3 milhões de pessoas no estado de São Paulo, referente ao público-alvo da campanha, sendo que 6,2 milhões receberão a vacina fracionada. Porém, o governo já solicitou mais 1 milhão de vacinas, fora da campanha. “É importante não ter pânico, nem correria, toda a população deverá ser vacinada até o final do ano”, disse o governador.
Segundo o Ministério da Saúde, os estados da Bahia e do Rio de Janeiro também participarão do mutirão entre os dias 19 de fevereiro e 9 de março, quando devem vacinar 3,3 milhões e 10 milhões de pessoas, respectivamente.
Alckmin lembrou que o Estado não registra nenhum caso de febre amarela urbana desde 1942. Os últimos casos anunciados são de febre amarela silvestre.
Dose fracionada Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 ml. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 ml, o que representa um quinto da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.
Estudo recente realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz aponta a presença de anticorpos contra febre amarela, após 8 anos, na dose fracionada, semelhante ao observado com a dose padrão neste mesmo período. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.
Dessa forma, os resultados científicos dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou um quinto da dose padrão da vacina de febre amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias.
Vai viajar? Mais de 30 países hoje já exigem que os turistas brasileiros estejam vacinados contra a febre amarela para entrarem no país. Entre eles estão a Austrália, Bolívia, Chile, Cuba e China. O documento que comprova a vacinação em outros países é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), que deve ser emitido por postos de saúde autorizados.
O problema, entretanto, é que o CIVP, seguindo normas da Anvisa, pode ser emitido somente para os brasileiros que tomarem a dose padrão da vacina, de 0,5 ml – a fracionada, que será aplicada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, é de 0,1 ml.
Se você tem uma viagem marcada e ainda não foi vacinado contra a febre amarela, é preciso ser vacinado com a dose padrão – e, para que isso seja possível, os viajantes deverão comparecer a um posto de vacinação (confira a lista aqui) e apresentar algum comprovante da viagem, como a compra de passagens aéreas.
É importante se atentar que o período de imunização é de 10 dias a 6 semanas após a vacinação contra a febre amarela. Portanto, o ideal é tomar a vacina com essa antecedência da data da viagem para não correr riscos de não entrar no país de destino.
Caso já esteja vacinado contra a febre amarela, mas ainda não emitiu seu CIVP, confira neste link quais são os locais de cada estado do país que podem emiti-lo.




