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Ex-diretor da Codego e assessor de Caiado são alvos em operação da Polícia Civil

Nesta sexta-feira (23/10), a Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Aurantiaco, que apura venda irregular de terrenos públicos no Daia, em Anápolis. Entre os alvos da operação estão o ex-presidente da Codego, Marcos Cabral, atualmente ocupando a Assessoria Especial do governador Ronaldo Caiado, e o presidente do DEM em Anápolis, Carlos Toledo, o Cacai.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo nove em Goiânia e um em Anápolis. Dos mandados, seis foram cumpridos em residências, dois em empresas e dois na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego).

A Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR) investiga quatro funcionários públicos e quatro empresários suspeitos de alienação de bem público, associação criminosa, supressão de documento público e falsidade ideológica.

As investigações tiveram início após reportagens sobre supostas irregularidades na Codego, durante a gestão de Márcio Cabral na presidência, e de Carlos Toledo, o Cacai, na direção administativa da companhia.

A operação

O delegado adjunto da DECCOR, Francisco Lipari, e o delegado Pedro Caires informaram, em pronunciamento, que a empresa investigada pela Operação Aurantiaco é do filho de Carlos Cachoeira, Matheus Aprígio, cuja casa foi alvo de mandado. “Há indícios de que a empresa está registrada fraudulentamente no nome dele e seja empresa fictícia para prática de crimes”, afirma.

A empresa é a ETS, montada em 2015, no nome Jeferson Capuzo, depois passou para o nome da ex-esposa de Cachoeira, Andressa Mendonça, e, em 2018, passou para o nome de Matheus. A polícia acredita que a empresa seja laranja, porque não havia empregados ou movimentação.

Carlos Toledo, que era diretor administrativo da Codego, Marcos Cabral, que era o presidente da Companhia, Izismar Nascimento, que era chefe da auditoria e controle interno, e Edumond Parreira, chefe do departamento jurídico, foram os ex-funcionários alvos de apreensão. A Codego manteve contrato com a empresa também na atual gestão do governo de Goiás.

O grupo teria feito o processo administrativo de compra em 2017, ano em que foi definida a reserva da área. Segundo a Polícia Civil, foi informado que seria construído um centro de distribuição e logística e, ainda, a mudança do tipo de empresa de industrial para comercial.

A polícia ainda apura indícios de esquema montado por “empresa laranja”, para efetuação do negócio jurídico contratual. O que foi feito com conhecimento dos funcionários públicos.

Não houve mandado de prisão, mas a polícia não descarta ao final da investigação se representar pela prisão dos envolvidos.

Com Agência de Notícias/GMaisBrasil/OPopular/

 

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