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Enel recebe moção de repúdio por “constranger consumidores” em Anápolis

A Câmara Municipal de Anápolis aprovou moção de repúdio à Enel Goiás depois que a empresa passou a colar um adesivo no medidor da casa do consumidor que não pagou a fatura, ao efetuar o corte do fornecimento de energia elétrica.

Segundo a moção, o adesivo constrange o consumidor, já que “ninguém deixa de pagar a energia porque quer”. Segundo o texto, ao colocar um adesivo de tamanho grande, no padrão, a empresa expõe um pai de família ao ridículo.

A moção de repúdio, assinada por diversos vereadores, lembra em sua justificativa que a Enel vem apresentando falhas na prestação de serviços à população e, somado a isso, vem essa atitude de criar um protocolo que acaba causando constrangimento ao cidadão. Várias tentativas têm sido feitas para que a instituição volte a obter índices de excelência na prestação de serviços à população anapolina, mas a Enel tem sido uma decepção para os anapolinos.

Em sites especializados na defesa dos consumidores, há reclamações relacionadas ao adesivo da Enel, que para muitos expõe a chamada privacidade financeira do cidadão. Embora a mensagem no adesivo seja sobre o perigo de se religar a energia elétrica por conta própria, a alegação é que se trata de um código claro que mostra que o morador daquele imóvel está inadimplente.
Falhas frequentes

A Enel também foi alvo de críticas na semana passada na Câmara Municipal. Em discursos na tribuna, o vereadores revelaram que têm visitado diversos bairros e distritos de Anápolis para avaliar falhas no fornecimento de energia elétrica.

Os relatos estão sendo reunidos num documento que já consta diversas interrupções em Interlândia e bairros da região Norte como Pireneus e Chácaras Colorado.

O desafio para próxima década, segundo os parlamentares, é fazer com que a Enel ofereça um serviço de qualidade à população. As interrupções têm resultado ainda em danos a eletrodomésticos e redes de iluminação, causando grande prejuízo e levando moradores a recorrerem na justiça, tanto sobre os aparelhos queimados quanto sobre o preço cobrado por uma energia de baixa qualidade e confiabilidade. Os vereadores também ouviram pessoas que dependem da energia para seu trabalho, perdendo  alimentos na geladeira, animais, como no caso de pequenas franjas, entre outras situações.

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