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Basílica de Trindade pede desculpas por discurso de padre sobre Trump e Venezuela em missa

A Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, pediu desculpas públicas após o discurso do padre Anemézio Machado Parreira sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viralizar nas redes sociais (assista abaixo). O religioso usou uma missa para comentar o cenário político internacional, após a ofensiva norte-americana na Venezuela, ocorrida no último sábado (3/1). Para ele, que defendeu a soberania dos países e relacionou o ataque a uma ameaça também ao Brasil, é necessário que a comunidade se una em oração para que ‘Deus toque o coração’ dos políticos. A fala provocou incômodo entre os fiéis, gerou protesto dentro da igreja e levou a administração do santuário a se manifestar oficialmente.

Em nota oficial, o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno afirmou que sua atuação não envolve posicionamentos políticos. “Nossa missão é exclusivamente evangelizadora. O altar é, e sempre será, espaço sagrado para a proclamação do Evangelho, a celebração da fé, a reflexão da Palavra de Deus e o anúncio do amor misericordioso do Pai Eterno”, destacou o comunicado.

No texto, a administração reconheceu que o episódio causou mal-estar entre os presentes. “Reconhecemos que a situação causou desconforto e constrangimento entre os fiéis e devotos, o que jamais corresponde ao espírito evangélico que norteia nosso trabalho pastoral. Por isso, pedimos sinceras desculpas a todos aqueles que se sentiram ofendidos”, diz outro trecho da nota que informou ainda que o sacerdote já foi orientado após o ocorrido.

Padre se diz ‘desconcertado’

Segundo vídeos compartilhados nas redes sociais, o padre afirmou estar “desconcertado” com as notícias envolvendo a Venezuela e demonstrou preocupação com os possíveis reflexos políticos e econômicos para outros países da América Latina. Em outro trecho da homilia, ele defendeu que os fiéis rezassem para que decisões internacionais não provoquem conflitos e reforçou que “não é só a Venezuela que está em evidência”, citando o Brasil como um país que possui riquezas e pode estar inserido nesse cenário.

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