Goiás

Empresário do Refresco Bandeirantes critica Assembléia goiana pelo tratamento aos produtores na CPI

Em depoimento na CPI dos Incentivos Fiscais, realizada pela Assembleia Legislativa de Goiás, o presidente da Refresco Bandeirantes, José Alves Filho, disse que o estado está “sendo maculado” como a unidade federativa que entra em rota de colisão contra empresários e produtores. Ele criticou o fato dos empresários estarem sendo “inquiridos” a realizarem depoimento e temeu pelo futuro de Goiás visto por empresários de fora.

Em seu discurso inicial, José Alves, lembrou que a Bandeirantes não fez uso de créditos de incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual, mas que eles apoiam e lembram que “foram concedidos de forma muito justa a várias empresas de Goiás”. De acordo com o presidente, a Refresco Bandeirantes conta apenas com os benefícios do Fomentar.

Para José Alves, “a CPI causou uma insegurança jurídica que contrariou o passado em que Goiás foi o melhor estado para se montar empresas e indústrias”.  O empresário também lembrou que a maioria dos deputados ali votaram pelas regulamentações dos incentivos em governos anteriores e além disso havia controle por parte dos órgãos de fiscalização.

José Alves evitou fazer críticas diretas ao governo de Ronaldo Caiado, mas dirigiu à Assembleia suas perspectivas e descontentamento. “O que proponho é sentarmos e buscar maneiras de torna-los competitivos face aos problemas que o país atravessa até que possamos ter outros frutos de arrecadação”.

Em outro momento do depoimento ele pediu união. “Temos que estar juntos, todos nós queremos um Goiás melhor, certo? Ninguém está aqui para causar máculas para essa Casa (…) o que nós procuramos contribuir é o outro lado da mesa”, comentou o presidente durante seu depoimento na Casa.

Reposta

O relator da CPI, deputado estadual Humberto Aidar (MDB) foi o mais duro nas colocações de José Alves e inclusive lembrou o fato do empresário não fazer críticas ao governo estadual. “Não vejo o senhor contra o governo, só contra a Assembleia”, argumentou Aidar que também afirmou que o presidente tem “atacado constantemente a Casa e a CPI”.

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