Anápolis

Prefeito anuncia plano para a saúde, depois de Santa Casa anunciar fechamento

Na manhã desta quarta-feira, 15/05, o Prefeito de Anápolis, Roberto Naves, concedeu entrevista coletiva , e detalhou o plano emergencial que será adotado pelo Município com o objetivo de amenizar o impacto do fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia, ocorrido na terça-feira (14/05).

Segundo Roberto Naves, ainda no começo da noite de terça-feira (14), foi firmado com a Santa Casa um acordo para a abertura da ala pediátrica do Pronto Socorro. “Nossa preocupação maior era com as crianças, a parte mais sensível do problema”, disse o Prefeito.

A retomada do atendimento na pediatria será possível porque a Prefeitura está fazendo um repasse de R$ 400 mil à Santa Casa, de um convênio firmado para a manutenção da UTI pediátrica. Esse valor deveria ser repassado em parcelas, mas devido à urgência de se manter o Pronto Socorro pediátrico funcionando, está sendo feita esta antecipação.

Além desse acordo fechado com a Santa Casa, o plano emergencial adotado pela Prefeitura de Anápolis prevê o funcionamento de três Unidades Básicas de Saúde (UBSs) funcionando em regime de horário estendido, ou seja, das 7 às 22 horas, ininterruptamente a exemplo da unidade do Parque Iracema,que já atende dessa forma. No dia 20 próximo, será a vez da UBS do Recanto do Sol e, no dia 27, a UBS do Bairro de Lourdes.

Outra iniciativa é a implantação de uma linha exclusiva de ônibus que vai circular somente entre a UPA 24 horas e as unidades do Parque Iracema, Abadia Lopes da Fonseca, Bairro de Lourdes e Recanto do Sol. “Essa linha vai funcionar, gratuitamente, entre 7h e 22h, parando somente nas unidades de saúde”, revelou o prefeito.

Algumas dessas medidas são emergenciais, já que com o fechamento da Santa Casa de Misericórdia, a UPA – que já trabalhava dentro do limite da sua capacidade – da noite para o dia, teve aumento de 50% no número de atendimentos. “Não é de responsabilidade nossa o fechamento da Santa Casa de Misericórdia, mas, agora, também não é hora de procurarmos culpados. É hora de muito trabalho e também de ousadia”, afirmou.

Entenda o caso
Por dificuldades financeiras, a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis fechou as portas da urgência e emergência. Na manhã da terça-feira, 14, foi afixada na porta da instituição filantrópica a seguinte mensagem: “Paralisação temporária: não atenderemos mais pronto-atendimento 24 horas, admissão de novos usuários nos leitos de UTI adulto e pediátrica, redução dos serviços obstétricos e admissão de UTI neonatal. Motivo: ausência de repasse financeiro estadual”.

A Prefeitura de Anápolis, por sua vez, está em dia com o convênio de serviços prestados firmado com a filantrópica, com valor mensal de R$ 3,5 milhões, além de um repasse extra de R$ 600 mil. Até o momento, segue o impasse entre a Santa Casa de Misericórdia e o Governo do Estado de Goiás que, desde janeiro de 2019, não assinou o convênio de cerca de R$ 500 mil com a filantrópica.

Roberto Naves explicou, ainda, que o funcionamento da unidade pediátrica do Pronto Socorro da Santa Casa tem um caráter provisório, de 45 a 60 dias. Esse é o prazo que o Município deve terminar a obra da UPA com perfil pediátrico que está sendo construída no prédio do antigo Cais Mulher, onde, inclusive, ocorreu a entrevista coletiva, seguida de uma vista às instalações, já com cerca de 90% do cronograma da obra cumprido. O chefe do Executivo adiantou que houve uma demora em razão da implantação do sistema de oxigênio, o qual já está sendo implantado e, depois, restará apenas a parte do acabamento.

Congestionamento

O Prefeito relatou, na entrevista, que a UPA da Vila Esperança tinha uma média de atendimento de 500 pacientes dias. No primeiro dia do fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa, o número de atendimentos saltou para 750. Daí, a necessidade de se fazer o planejamento para a abertura das UBSs em horário de regime estendido. Essa mudança não implicará em contratação de pessoal, apenas será feito um remanejamento de escala dos profissionais que atuam naquelas unidades de saúde. Roberto Naves destacou que esse horário de regime estendido, recentemente, foi adotado pelo Ministério da Saúde. “O que estamos fazendo aqui em Anápolis, virou uma referência para o País”, frisou. De acordo com Roberto Naves, a crise que está ocorrendo na saúde, não só em Anápolis, mas em boa parte do País, é um reflexo da falta de planejamento e investimentos no setor há décadas. Ele pontuou que, nos últimos 10 anos, Anápolis teve apenas uma UPA construída. Agora, até o final de seu governo, além da UPA com perfil pediátrico, que é comparada a uma UPA de nível 3, de grande porte, será também construído um novo Hospital Municipal. O projeto já está pronto e os recursos estão assegurados para a execução dessa obra.

Com Agência de Notícias/Goiás em Tempo/Contexto

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