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De Guindos: bancos que saírem da Catalunha continuarão sob guarda-chuva do BCE

O ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, garantiu, nesta segunda-feira (9), que os clientes dos bancos que decidiram migrar sua sede social para fora da Catalunha podem ficar tranquilos, pois as instituições continuarão sob o guarda-chuva do Banco Central Europeu (BCE).
São bancos que sempre vão estar no guarda-chuva do BCE e, evidentemente, isso é muito, muito, muito importante, dadas as circunstâncias atuais, afirmou De Guindos, chegando a uma reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Luxemburgo.
Após o referendo de autodeterminação celebrado na Catalunha em 1º de outubro, apesar da proibição da Justiça e com uma declaração de independência no horizonte, grandes bancos catalães, como CaixaBank, ou Sabadell, anunciaram a mudança de suas sedes sociais para outras regiões.
De acordo com De Guindos, essas decisões tomadas livremente não se devem à possibilidade de independência que, a seu ver, não vai acontecer, mas a uma política irracional, radical e que leva a um empobrecimento da Catalunha por parte do governo regional.
O ministro reconheceu que a situação da Catalunha é um elemento de incerteza, um foco de preocupação para a Espanha, apesar de ter reiterado que a economia espanhola vai crescer mais de 3% em 2017.
De Guindos deu essas declarações antes de uma reunião do Eurogrupo e em meio a incertezas, na véspera do discurso do presidente catalão, o separatista Carles Pigdemont, no Parlamento regional, nesta terça-feira.
Chegando à reunião, o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, pediu diálogo para que a Espanha chegue a uma solução, destacando o respeito à ordem legal no país, onde o Tribunal Constitucional suspendeu o referendo.
Todo político legitimado democraticamente está vinculado pelos fundamentos do Direito e da Constituição, indicou o influente ministro alemão Wolfgang Schäuble, para quem isso é verdade na Alemanha, na Europa e, provavelmente, na Espanha.
O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, descartou se pronunciar, garantindo que se trata de um assunto interno da Espanha. Essa também é a opinião do ministro belga das Finanças, Johan van Overtveldt.



