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Trecho de viaduto que desmoronou no centro de Brasília será demolido, diz GDF

O Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou que vai demolir e reconstruir um bloco inteiro de concreto justamente na parte do viaduto do Eixão Sul que desabou em fevereiro. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), no Palácio do Buruti, sede do Executivo local, pelo secretário da Casa Civil, Sergio Sampaio, acompanhado do diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Márcio Buzar, e do presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Júlio Menengotto.

 

A licitação pública para escolher o consórcio responsável pelas obras deverá ser publicada até o início de junho. Segundo o governo distrital, estão reservados R$ 50 milhões do orçamento para esta e outras obras viárias, e a previsão é que, após a contratação do consórcio, o procedimento seja concluído em até cinco meses. Os reparos incluem não apenas a reconstrução total da parte do viaduto que desabou, mas toda a recuperação de fundações e pilares ao longo da via.

O acidente aconteceu no dia 6 de fevereiro, por volta das 12h. O viaduto fica localizado em uma das áreas mais movimentadas de Brasília, a Galeria dos Estados, sendo uma das principais vias de ligação da zona central com a região sul do Distrito Federal (DF). Com a queda da estrutura, foram esmagados quatro automóveis, além da destruição da área externa de um restaurante que funcionava no local. Ninguém ficou ferido. A causa mais provável para o desabamento foi a infiltração crônica no concreto armado aliada à falta de manutenção permanente, que danificaram por completo a estrutura.

Mesmo após discordar do laudo da UnB, – que defendeu a reconstrução completa do viaduto -, o GDF adotou, segundo o anúncio desta quarta, uma solução “híbrida” para o desabamento. “Aquele trecho que colapsou será todo refeito. Nesse caso, a gente segue a orientação da UnB. Nos outros trechos [do viaduto], a gente vai fazer o reforço nas lajes e fundações”, explicou Márcio Buzar, do DER. Além disso, uma laje de consolidação será colocada por cima do bloco de concreto para evitar infiltração. Segundo Buzar, as obras darão uma vida útil de pelo menos mais 100 anos para o viaduto.

Restaurantes

Além do viaduto, serão revitalizadas as áreas inferiores, onde fica a Galeria dos Estados. As obras são de responsabilidade da Novacap. “Devemos começar a obra no início de maio ou junho”, garantiu o presidente da companhia, Júlio Menengotto, que confirmou a recuperação da passagem de pedestres e a infraestrutura próxima dos restaurantes lojas do local. O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou que o GDF está negociando com Instituto do Patrimônio Histório e Artístico Nacional (Iphan) o eventual retorno dos comerciantes desalojados do local após a queda. “A ideia é que deixemos essas pessoas atuando na rodoviária até a conclusão do viaduto tendo em vista discussões que estamos tendo com o Iphan, vamos saber se é razoável manter ali embaixo, sob o viaduto, os restaurantes. Precisamos saber se isso respeita o tombamento e o projeto urbanístico da cidade. Isso será discutido ao longo do processo de reconstrução do viaduto”.

* A matéria foi alterada às 18h05 para correção de informação

Edição: Valéria Aguiar

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