Cidades
Grupo realiza manifestação contra o aumento da passagem de ônibus na Praça do Bandeirante
Movimento entregará carta ao governador e à CDTC. Passagem pode subir para R$ 4,05

Às 10h desta sexta-feira (19) os 11 integrantes da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) reúnem-se na seda da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) para decidir, entre outros assuntos, o aumento da tarifa do sistema de R$ 3,70 para R$ 4,05. Por outro lado, está agendado para as 8h, na Praça do Bandeirante, um protesto contra o reajuste. De acordo com informações do Movimento Contra Catraca, responsável pela iniciativa, a expectativa é de que 800 pessoas se aglutinem no local. Na pauta de reivindicações também estão melhorias nos ônibus, mais segurança para os passageiros e melhores remunerações dos motoristas e funcionários dos terminais.
De acordo com o estudante Rafael Neves, que integra o MCC, da Praça do Bandeirante, a manifestação será conduzida ao Palácio Pedro Ludovico, onde o grupo pretende entregar uma carta com as demandas para o governador Marconi Perillo. De lá o grupo seguirá para a sede da CMTC, no Setor Universitário, onde também entregarão uma cópia do documento aos representantes da câmara deliberativa.
“A gente se coloca contra o aumento porque, desde 1995, quando a passagem custava R$ 0,40, houve um aumento de 900% no valor da tarifa, enquanto o salário mínimo teve um reajuste de apenas 400%. Isso é um abuso. Além disso, sabemos que o aumento não trará mudanças. Se o dinheiro extra fosse revertido para melhorias no sistema, no salário dos motoristas e na qualidade das viagens, talvez o movimento tomasse outro rumo”.
Reajuste
De acordo com assessoria de imprensa do presidente da CDTC Gustavo Mendanha, que também é prefeito de Aparecida de Goiânia, o reajuste da tarifa é uma demanda das empresas do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e é embasado em um estudo respaldado pela Agência Goiana de Regulação (AGR).
Segundo Gustavo Mendanha, o tema “melhorias no transporte coletivo” volta, mais uma vez, à mesa de negociações. Gustavo entende que muito do que se discutiu em reuniões passadas não avançou de fato. As, por outro lado, alegam que como a tarifa está há dois anos sem reajuste e não tem capacidade para novos investimentos.
Além de Gustavo, fazem parte da CDTC o prefeito de Goiânia Íris Rezende; o secretário de Estado de Meio Ambiente, Cidades, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos Vilmar Rocha; e o prefeito de Senador Canedo Divino Lemes, que representa os demais prefeitos da Região Metropolitana.
Também compõe o grupo o deputado estadual Marlúcio Pereira, representante da Assembleia Legislativa; o vereador Clécio Alves, representante da Câmara de Goiânia; o presidente da AGR, Ridoval Chiarelotto; o secretário municipal de Planejamento e Habitação, Agenor Mariano; o secretário municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Goiânia, Fernando Santana; o presidente da CMTC, Fernando Meirelles; e o vereador por Trindade, Agneuson Alves, representante das Câmaras Municipais da Região Metropolitana.
Hugo Oliveira
Do Mais Goiás




