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Vaticano nomeia nova comissão antipedofilia

O Vaticano anunciou neste sábado (17) ter nomeado nove novos membros para a comissão antipedofilia, após o balanço controverso de atividades do grupo anterior de especialistas.
O cardeal americano Sean OMalley foi confirmado na liderança desta comissão, assim como outros sete membros anteriores. No entanto, nove novos membros passaram a fazer parte deste grupo, criado por iniciativa do papa Francisco.
Sem contar seu presidente, a comissão é formada por oito mulheres e oito homens, incluindo vítimas de abusos sexuales cometidos por eclesiásticos.
Nosso santo padre, o papa Francisco, prestou muita atenção e orações à nomeação destes membros, assegurou o cardeal OMalley, citado em um comunicado do Vaticano.
A comissão pontifícia para a proteção dos menores foi criada em 2014, pouco depois da eleição do papa Francisco, para assistir as igrejas locais em todo o mundo em seus esforços para proteger dos ataques as crianças, jovens e adultos vulneráveis, segundo a definição do cardeal americano.
No entanto, seu trabalho foi duramente criticado no ano passado por dois de seus membros.
A irlandesa Marie Collins, de 71 anos e vítima aos 13 anos de abusos sexuais por um padre, preferiu renunciar, em março de 2017, denunciando a vergonhosa falta de cooperação do Vaticano.
O britânico Peter Saunders, outra vítima de abusos sexuais, renunciou em 2016 afirmando que a comissão necessitava de sangue novo do exterior.
Esta comissão é composta por pessoas competentes, mas precisa ser reforçada por membros que não estejam completamente entregues à Igreja, declarou em março passado à AFP.
Nem Collins nem Saunders voltaram a ser nomeados neste grupo de especialistas, cuja tarefa se limita a investigações e propostas sobre prevenção, sem intervir em casos individuais.




