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Rodney Miranda já esteve envolvido em suspeita de ‘grampos’ no ES, e nome na lista da Odebrecht

O áudio que explodiu como bomba na cabeça de Rodney Miranda (Republicanos), ex-deputado, ex-prefeito de Vila Velha e ex-secretário de Paulo Hartung no governo do Espírito Santo, foi assunto durante todo o final de semana e continuou nesta segunda-feira em Goiás, onde ele atua desde o início de 2019, à frente da pasta de Segurança. Entre anúncios na imprensa está o pedido de saída do cargo e até decisão do governador Ronaldo Caiado (DEM) de exoneração, após vazar gravação de seu primo, Jorge Caiado, que acusa Rodney de grampo ilegal e suposto desvio de R$ 1 milhão destinado ao Corpo de Bombeiros, o resultado oficial das movimentações foi divulgado nesta segunda-feira (8).
O governo de Goiás publicou uma nota seca, comunicando pedido de Rodney de “afastamento de cargo para esclarecer todas as denúncias feitas contra ele”, além de avisar do seu substituto e que o processo está instaurado na Polícia Civil e será acompanhado pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral do Estado de Goiás. O termo “afastamento”, porém, foi rejeitado por Rodney em entrevistas. Ele alega que pediu férias de 15 dias para que sejam apuradas as acusações, reforçou que essas “são mentirosas” e que tem “a confiança do governador”.Os deputados de Goiás insistem em abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Cai, não cai, ou já caiu?
Desgaste
A crise, arranha a imagem da qual Rodney vinha se gabando no novo cargo, de resultados inéditos e atuação linha-dura. Passou de “Rambo Capixaba” para “Rambo Goiano”,foi o comentário na coluna do jornal Século Diário do ES,que completou, ” Longe daqui, estava fácil emplacar essa. Mas aí veio o áudio, e desdobramentos estão a caminho”.
Forasteiro
Quando pipocaram sucessivos capítulos sobre o caso, nesse final de semana, também circulou um vídeo do vereador de Goiânia, Paulo Daher (DEM), rasgando a placa de cidadão destinada a Rodney Miranda.
O vereador defendeu Jorge Caiado, o denunciante, e criticou a nomeação de alguém de fora para o cargo, já que o estado tem quadros competentes. “Quando dá quinta-feira, ele corre pra terra dele, volta na terça, não vota aqui, e também não respeita as famílias goianas”, disparou no vídeo.
Lavajato
O nome de Rodney já esteve envolvido na lista de cinco políticos do Espírito Santo nas planilhas da Odebrecht Infraestrutura, apreendidas na 23ª fase da Operação Lava Jato pela Polícia Federal. Constavam na lista na os ex- prefeitos de Vitória e Vila Velha, respectivamente, Luciano Rezende (PPS) e Rodney Miranda (DEM); o ex-governador Renato Casagrande (PSB); a ex-deputada federal Rita Camata (PSB); e o ex-prefeito Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB).De acordo com as tabelas, divulgadas ,os repasses foram feitos pela empreiteira para as campanhas municipais de 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014.
Nova York
Em Dezembro de 2013, Vila Velha no Espírito Santo, passou por período terrível com as chuvas provocando alagamentos com milhares de desabrigados.Os Moradores ficaram indignados com uma viagem do então prefeito Rodney Miranda à Nova Iorque, nos Estados Unidos.O município havia sido atingido pelas fortes chuvas e mesmo com tal situação, o responsável pela cidade tirou férias e viajou para um passeio com a família. A nota da prefeitura informava que, o prefeito Rodney Miranda ‘viajou para Nova Iorque, de férias, com autorização da câmara, e com recursos próprios, acompanhado da esposa e dos filhos e retorna no dia 29 de dezembro’
Grampo
‘Quem me grampeou?’ – perguntou o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo na campanha que desencadeou em dezembro de 2007, para lembrar a passagem do segundo aniversário do escândalo dos grampos ilegais no estado. A pergunta,foi para ajudar a manter vivo um assunto que vivia sob a permanente ameaça de morrer de inanição por falta de curiosidade – por assim dizer – das principais vítimas do grampo, os dirigentes da Rede Gazeta de Comunicação. Mas a pergunta que coube fazer naquele momento era outra porque quem grampeou já era sabido pela empresa de comunicação,que foi,segundo ela, a desajuizada turma de arapongas do secretário estadual de Segurança, delegado federal Rodney da Rocha Miranda, demitido do cargo quando o escândalo estourou e renomeado quando o caso foi abafado. O que importava saber nesta campanha era, ‘quem mandou me grampear’..perguntava o sindicato há época no Espírito Santo.
Com Agência de Notícias/Pesquisa Goiás Em Tempo/



