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Palmeiras vence Flamengo na prorrogação e é tricampeão da Libertadores

Festeje, torcedor palmeirense. O Alviverde é o mais novo tricampeão da Copa Libertadores da América. Neste sábado (27), o Verdão bateu o Flamengo no estádio Centenário, em Montevidéu, e alcançou mais um título da principal competição do continente.

Com mais uma taça, a segunda consecutiva, o Palmeiras é o mais novo clube com três títulos da Libertadores. O Verdão alcançou times como São Paulo, Grêmio, Santos, Nacional-URU e Olimpia-PAR na história da competição sul-americana.

No Brasil, o Alviverde também se soma aos clubes citados. Os times brasileiros com mais títulos da Libertadores são tricampeões. O primeiro foi o São Paulo, que conquistou a terceira taça em 2005; Santos, em 2011, e Grêmio, em 2017, conseguiram alcançar o feito depois.

O título garante vaga direta ao Palmeiras na próxima edição da Libertadores, além de um lugar no Mundial de Clubes que será disputado em 2022. A nova disputa no horizonte do Alviverde abre a possibilidade de o clube ser o primeiro time do Brasil com o tetra da Libertadores.

GOL DE RAPHAEL VEIGA

Foi aos cinco minutos. O Flamengo marcava o Palmeiras com perseguições individuais – característica do time de Renato Gaúcho já conhecida e explorada pelo adversário. Assim, quando Dudu recuou e Filipe Luís o acompanhou até a intermediária, o espaço se ofereceu para Gustavo Gómez lançar Mayke.

O camisa 12, atuando como ala no lugar do titular Marcos Rocha, suspenso, invadiu a área e deu passe preciso para Raphael Veiga chegar livre, já dentro da área, finalizar e balançar a rede adversária. Palmeiras na frente aproveitando-se de sua característica também já conhecida: a transição rápida.

O TÉCNICO

“Então nasceu o técnico, com a missão de evitar a improvisação, controlar a liberdade e elevar ao máximo o rendimento dos jogadores, obrigados a transformar-se em atletas disciplinados”, escreveu Eduardo Galeano.

E foi justamente o que fez Abel Ferreira diante de um Flamengo no qual sobra qualidade individual, mas falta o coletivo. Após o gol, o time de Renato Gaúcho teve a bola, mas teve dificuldades para superar a “defesa que ninguém passa”.

É claro que, nos 45 minutos iniciais, Gabigol, Arrascaeta & Cia arrumaram espaços, mas demorou. A primeira finalização foi aos 18, com Gabi cabeceando para fora. A melhor chance da primeira etapa foi aos 42, com o camisa 9 saindo da área e servindo Bruno Henrique na segunda trave, em jogada já habitual. O atacante escorou para Arrascaeta, que finalizou para a defesa de Weverton.

GOL DE GABIGOL

Foi aos 26 minutos. O Flamengo, desde a volta do intervalo, empurrava o Palmeiras para o seu campo de defesa e, nas bolas paradas e aéreas, ameaçava a meta de Weverton – que passava a se desenhar como herói do Alviverde. Contudo, o artilheiro apareceu para deixar tudo igual – após ter desperdiçado duas chances.

Ao tabelar com Arrascaeta, Gabigol recebeu passe açucarado e bateu rasteiro, surpreendendo Weverton e estufando a rede. Tudo igual no Estádio Centenário e emoções guardadas para os minutos finais da decisão – que ganhou mais 30 minutos com a insistência da igualdade no placar no tempo regulamentar.

Aos 40, em novo passe de Arrascaeta, Michael ficou cara a cara com o goleiro do Palmeiras, mas a finalização foi para fora. Nesse momento, a prorrogação já era bom negócio para o time de Abel Ferreira, que caiu demais após as saídas de Danilo, por cansaço, e Dudu.

O ÍDOLO

“E um belo dia a deusa dos ventos beija o pé do homem, o maltratado, desprezado pé, e desse beijo nasce o ídolo do futebol. (…) “A bola o procura, o reconhece, precisa dele. No peito de seu pé, ela descansa e se embala. Ele lhe dá brilho e a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam.”

Em Montevidéu, a bola procurou Deyverson aos quatro minutos da prorrogação. Em sua primeira participação no jogo, o atacante acreditou no erro de Andreas Pereira, que veio. Assim, restou ao camisa 9 invadir a área e finalizar na saída de Diego Alves. O gol, acompanhado do choro de Deyverson, fez a torcida que canta e vibra “delirar, o estádio Monumental se esquecer que é de cimento, se soltar da terra e ir para o espaço”, como Galeano já descreveu.

O que aconteceu nos minutos finais da partida foram meros detalhes. O Palmeiras suportou a pressão (desorganizada) do Flamengo, que empilhou atacantes em campo, mas não conseguiu superar a defesa rival. A festa, em Montevidéu, foi dos palmeirenses. Um tricampeonato histórico do Palestra.

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