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Oficializado candidato, Marconi Perillo pede campanha de “suor, saliva e sola de sapato” e contrapõe legado ao improviso

Com a presença massiva de apoiadores e lideranças políticas de todo o Estado, a Federação PSDB/Cidadania homologou, nesta quarta-feira (5), a candidatura do ex-governador Marconi Perillo ao Governo de Goiás. O evento, realizado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), foi marcado por um discurso firme do candidato, que denominou o momento como “a eleição mais importante da minha vida” e afirmou que a população goiana será chamada a escolher entre a solidez da experiência e o perigo do improviso.
O resgate do próprio legado ditou o ritmo do pronunciamento de Marconi, que elencou as dificuldades que o próximo governador terá de enfrentar, citando os reflexos da reforma tributária, a valorização do agronegócio, a manutenção do parque industrial e a restauração dos serviços públicos. Na visão do ex-governador, a liderança do Estado não comporta aventureiros. Ele pontuou que o eleitor não escolherá entre dois candidatos comuns, mas sim entre um legado concreto e uma “aposta absolutamente incerta”, refutando aquilo que chamou de candidatos criados “em laboratório” e eleições movidas a apadrinhamento.
A defesa da comparação de resultados foi uma das marcas da convenção. “O meu currículo não está no papel. Está espalhado por todos os municípios, distritos e comunidades de Goiás”, assegurou Marconi, cravando que “promessa qualquer um faz, legado só deixa quem governou de verdade”. O candidato aproveitou a oportunidade para reforçar seus pilares: recuperação do Ipasgo e da saúde pública, fortalecimento da segurança, apoio ao funcionalismo, retorno de programas sociais e a blindagem incondicional do agronegócio e da indústria do Estado.
O passado recente também foi abordado. O ex-governador defendeu-se de críticas dos adversários, garantindo ter encarado a “maior devassa que um ser humano pode enfrentar” e as investigações sempre de “cabeça erguida”. Afirmou que não conseguiram apagar sua biografia e referenciou as palavras de Honestino Guimarães (“podem nos prender, podem nos matar, mas um dia voltaremos”) para atestar seu retorno político. Em tom de convocação, pediu que as bases atuem com “suor, saliva e sola de sapato” e rebatam as mentiras com verdades, afirmando com convicção que Goiás e o seu povo vão vencer.



