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Mulheres de altos cargos do governo dos EUA se somam ao movimento #MeToo

Mais de 220 diplomatas, ex-diplomatas e funcionárias de Defesa e Segurança Nacional dos Estados Unidos somaram seus nomes ao movimento #MeToo, ao divulgar uma carta na qual denunciaram que o assédio sexual é muito recorrente em seus círculos de trabalho.
As mulheres da comunidade de Segurança Nacional, como são chamadas na carta publicada na noite de segunda-feira, protestaram contra o abuso e a discriminação das mulheres, argumentando que, assim como no setor privado, suas denúncias são ignoradas e são prejudicadas profissionalmente por homens.
Nós também somos sobreviventes de assédio sexual, agressões e abuso, ou conhecemos outras que são, escreveram.
Isso não é apenas um problema em Hollywood, no Vale do Silício, em redações, ou no Congresso. Está em todas as partes. Esses abusos nascem do desequilíbrio de poder e de entornos que permitem tais práticas, enquanto silenciam e envergonham as sobreviventes.
As signatárias ocuparam ou ocupam postos de alto escalão nos departamentos de Defesa e de Estado, na Casa Branca, ou em agências de Inteligência, entre elas 60 embaixadoras e ex-embaixadoras.
Apesar do grande número de mulheres que entrou nesses setores, muitas pedem demissão e são poucas as que chegam a altos cargos, acrescentaram.
Muitas mulheres são impedidas ou expulsas dessas áreas por homens que usam seu poder para agredir um espectro e perpetuar, às vezes inconscientemente, entornos que silenciam, menosprezam e descuidam das mulheres a favor do outro, indicaram.
Essa comunidade também deve abordar os sérios desequilíbrios de gênero em cargos de liderança, pois as equipes dominadas por homens são mais inclinadas a abusos, enquanto as equipes mais diversas são constantemente vinculadas a melhores resultados.
Também recomendaram que os institutos de seus organismos deveriam obrigatoriamente capacitar todos os funcionários em temas de assédio e estabelecer canais privados para reportar abusos e queixas.
Paralelamente, aconselharam que todas as mulheres que renunciam a suas funções no governo deveriam ser entrevistadas, pois suas declarações poderiam revelar o alcance das situações de assédio.




