
O ex-governador Marconi Perillo foi ator importante para a filiação do jornalista Matheus Ribeiro ao PSDB, que lançou-se candidato a deputado federal em 2022 e obteve mais de 47 mil votos no pleito de estreia.
Convidado do Papo de Garagem desta segunda-feira (9), o profissional, que foi apresentador eventual do Jornal Nacional, revelou que já tinha uma lista de potenciais partidos e se sentou com vários dirigentes partidários. No entanto, foi o líder tucano que o convenceu.
“Foi o partido que me garantiu liberdade e independência. Marconi foi o que mais garantiu visão de futuro e independência. Também, claro, observando condições práticas, teria mais visibilidade na prática e recursos do fundo partidário”, disse.
O jornalista afirmou que jamais quis atuar nos extremos, uma vez que se enquadra no espectro político de centro. “Não me via encaixado nos polos. Não discuti, em momento algum, filiação ao PT e ao PL”, revelou.
Ribeiro ressaltou que voltou a Goiás pela saudade e justamente para tocar um projeto político. Segundo ele, a ideia nunca foi fazer um ‘voo de galinha’, mas um voo planejado.
“Sigo no PSDB. Não pretendo sair. É uma escolha de longo prazo. O PSDB tem legado a nível nacional, estadual, é de grandes pensadores, tem um posicionamento ideológico claro, que coaduna com meu pensamento, de centro, que entende sobretudo a necessidade do bem-estar social e social-democracia e está em reconstrução, numa atitude corajosa para abrir espaço para novos nomes”, avaliou.
Candidatura em Goiânia
Questionado sobre uma eventual candidatura em Goiânia, Matheus Ribeiro não fugiu da raia: “´posso ser (candidato). Quero ser, mas não serei aventureiro”, disse. O jornalista afirmou que um projeto nesse sentido depende de toda uma construção e vários detalhes para fazê-lo deixar de lado a empresa lançada há pouco tempo.
“Não sou kami-kaze, minha palavra não volta atrás. A primeira delas (condições) é que tenho projeto pessoal, mas não individual. Tenho no meu canal hoje uma equipe. Não gosto de deixar as coisas pelo caminho. Meu primeiro olhar é para isso. Diferentemente de uma campanha para deputado federal, você precisa falar com a cidade e ter um grupo definido para isso”, avaliou.
Uma das questões da noite foi: seria a sexualidade do jornalista um empecilho para a candidatura numa cidade conservadora? A resposta foi: “não sei”.
O que é certo, pelo menos por ora, é que há o desejo de Marconi Perillo. O ex-governador, nome ainda forte da política goiana, porém, tem índice de rejeição elevado na capital. Para Ribeiro, todavia, a ligação com Marconi teria pouca relevância: “Não é ele o candidato”, resumiu. “Foi quatro vezes governador e o eleitor sabe considerar”, completou.
O ponto crucial para ele, na construção de uma visão gestora para a cidade, seria mudar o debate político. “Goiânia vive momento crítico. Não resolve os problemas de hoje e não pensa questões estruturantes para o futuro. Debate só chove no molhado. Só se fala de alianças partidárias, conjuntura política, sem conversa com as pessoas, com a população”, opinou.




