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Democratas no Senado dos EUA detalham malévola ameaça de Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, é uma séria ameaça contra os Estados Unidos e Donald Trump faz vista grossa, concluiu um relatório publicado nesta quarta-feira (10) por opositores democratas de uma comissão do Senado americano.

O documento de 200 páginas, redigido principalmente a partir de informações públicas e da imprensa, inscreve nos arquivos do Congresso americano a posição de legisladores democratas segundo os quais o presidente do país foi passivo em relação aos ataques de informática, a propaganda e outras táticas do que chamam de regime corrupto de Putin.

Nunca antes na história americana uma ameaça tão clara à segurança nacional foi tão claramente ignorada por um presidente americano, escreveu na introdução do relatório Ben Cardin, líder da minoria democrata no comitê de Relações Exteriores.

O texto, intitulado Os ataques assimétricos de Putin contra a democracia na Rússia e na Europa: implicações para a segurança nacional americana, documenta a amplitude das operações de influência malévola do Kremlin para incidir em acontecimentos de outros países, incluindo a intromissão de Putin nas eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos e em outros países ocidentais.

Putin passou 20 anos consolidando seu poder, enriquecendo a si e a um círculo de apoiadores, e desafiando as democracias europeias e a fundação da aliança entre a Europa e os Estados Unidos, indicou o relatório.

O Kremlin de Putin emprega um arsenal assimétrico que inclui invasões militares, ciberataques, desinformação, apoio a grupos políticos periféricos e o uso bélico de recursos energéticos, o crime organizado e a corrupção, afirmou Cardin.

Um comentário atravessa o documento: diferente dos Estados Unidos, as outras democracias objeto das campanhas de desinformação e pirataria atribuídas a Moscou, como Finlândia e Espanha, reagiram com firmeza.

A França e seu novo presidente, Emmanuel Macron, (…) tiveram um papel protagonista na Europa para resistir às intervenções do Kremlin, destacaram os senadores.

No caso contrario, segundo eles, o governo americano ainda não tem uma estratégia coerente, global e coordenada diante das operações de influência maligna do Kremlin. O motivo: a falta de liderança presidencial e um presidente negligente.

Por exemplo, um centro anti-propaganda do Departamento de Estado, criado por lei do Congresso em 2016, dorme o sonho dos justos.

O relatório lista uma série de recomendações à Casa Branca, incluindo a criação de um grupo de trabalho entre as agências de governo para enfrentar as ameaças, fundar organizações a favor das democracias na Europa oriental, expandir sanções e congelar o dinheiro sucio vinculado a Moscou.

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