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Crescimento será mais forte e melhor distribuído em 2018, segundo Lagarde

Paris, 31 dez (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a recuperação da economia mundial no ano que vem será mais forte e melhor distribuída, para voltar aos níveis médios que precederam à crise financeira de 2007 e 2008.

Em 2017, pela primeira vez em muito tempo, revisamos em alta as nossas previsões de crescimento no mundo. A recuperação será mais forte, melhor distribuída, disse Lagarde em entrevista publicada neste domingo pela revista Le Journal du Dimanche.

Esta robustez do crescimento, segundo sua opinião, é propicia para prosseguir as reformas estruturais, quando já foram empreendidas, ou para decidir-se a lançá-las.

A taxa de crescimento mundial de 3,6% prevista pelo FMI para o ano que começa amanhã significa, segundo Lagarde, voltar aos níveis médios das duas décadas que precederam à grande crise financeira de 2007 e 2008.

Lagarde acredita que a zona euro está fortemente consolidada a respeito de uma década atrás e a moeda vai bem, embora tenha defendido que a união monetária – uma criação magistral única que constitui uma alternativa à China e aos Estados Unidos – se traduza em outros projetos sociais e de cooperação fora da Europa.

Por outro lado, julgou que os EUA alcançaram seu potencial de crescimento, em torno de 2%, mas que somente poderiam superá-lo com uma maior produtividade, algo que é difícil no atual ambiente de robotização e de novas tecnologias.

Ao mesmo tempo, reiterou os pedidos do FMI às autoridades chinesas para que controlem a expansão do crédito a empresas que nem sempre são sólidas, até o ponto que alguns as qualificam como zumbis.

Lagarde considerou como o grande paradoxo de 2017 o fato de que a China tenha se convertido na defensora da globalização, que se explica porque a natureza fica horrorizada com o vazio deixado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesse campo.

A respeito da África, previu que pode ser tanto o continente do futuro como o dos dramas, e muito disso dependerá do controle da demografia e das políticas de desenvolvimento.

O desenvolvimento econômico em relação ao crescimento demográfico é uma corrida contra o relógio que se perderá se não se controla a demografia, o que acontece em primeiro lugar pela educação das mulheres e por uma tomada de consciência geral nesses países, ressaltou. EFE

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