Brasil
Ministro da Justiça diz que rebeliões registradas em GO são ‘isoladas’

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que as rebeliões registradas nos últimos dias em presídios em Goiás são “isoladas” e que não devem se repetir em outros Estados. “Estamos preocupados, estamos acompanhando, mas o serviço de inteligência não indica nenhuma replicação”, disse.
Goiás enfrentou nos últimos dias três motins no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. Torquato disse, no entanto, que o indicativo é de que o caso já esteja “sob controle” no local.
O último caso ocorreu na madrugada desta sexta (5), quando a polícia conteve um movimento de detentos na penitenciária de Odenir Guimarães, maior presídio do Estado, onde existem cerca de 2.000 presos. Não houve registro de mortos e feridos.
No mesmo complexo, nove presos morreram e 14 ficaram feridos no primeiro dia do ano em outra rebelião, na colônia agroindustrial do regime semiaberto. Já na noite de quinta (4), houve um outro confronto, com troca de tiros entre presos. Nesse caso, não houve registro de mortes.
Torquato negou que as rebeliões tenham sido provocadas por brigas de facção. Na quinta (4), porém, o governo do Estado havia afirmado que os presos rebelados eram integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capita) e os seus principais rivais eram do CV (Comando Vermelho).
Um relatório do serviço de inteligência da PM de Goiás, ao qual a reportagem teve acesso com exclusividade, atesta a existência de integrantes das facções criminosas PCC e do CV no presídio. O documento também elenca os nomes dos detentos que estariam na liderança das três principais alas do local.




