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Janones e apoiadores de Lula fazem ataques homofóbicos; PT silencia

Insinuações sobre a sexualidade do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foram usadas como arma contra o presidente Jair Bolsonaro

Publicações do deputado federal André Janones (Avante-MG), principal cabo eleitoral do petista Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, e de apoiadores do ex-presidente espalharam ataques homofóbicos nas plataformas digitais.

Insinuações sobre a sexualidade do recém-eleito deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do pastor André Valadão foram usadas como arma contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição ao Palácio do Planalto pelo PL.

Bolsonarista Nikolas Ferreira foi o candidato à Câmara mais votado do País
Bolsonarista Nikolas Ferreira foi o candidato à Câmara mais votado do País

Foto: Divulgação/Facebook

Desde então até ontem, Janones e apoiadores de Lula usaram expressões pejorativas para atacar os adversários. “Mete a boca”, escreveu Janones ao comentar uma postagem na qual Nikolas anunciou participação em um debate com o deputado eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP). Janones afirmou que Nikolas “é bocudo demais”, além de dizer que o deputado “não fecha a boca um segundo”.

Na esteira, a jornalista Patrícia Lélis, agora apoiadora de Lula, usou termos como “viadão” e “chupetinha”. No Instagram, ela compartilhou montagem de dois homens abraçados sem camisa, com os rostos de Nikolas e Valadão no lugar. No Twitter, o pastor, que já foi alvo de Janones, afirmou que as ilações são “mentiras da esquerda manipuladora”.

Procurado, o PT, que historicamente diz defender a diversidade sexual, não respondeu aos questionamentos da reportagem. A assessoria de imprensa de Lula afirmou que as publicações de Janones são de responsabilidade do deputado. O Estadão mostrou, no entanto, que o parlamentar participa de reuniões estratégicas e integra a coordenação de campanha do petista. Janones, Patrícia e o Avante não responderam.

Consequências

Especialistas criticaram a conduta dos aliados de Lula. Segundo eles, há uma acentuação do “pânico moral” em relação às questões de orientação sexual e gênero, o que pode desencadear consequências negativas para a comunidade LGBTQIA+.

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