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Na rede privada em Goiás, intubação chegou a ser feita com doentes amarrados por falta de insumos

A falta de relaxantes musculares nos hospitais particulares de Goiás já fez   com que profissionais de saúde tivessem que amarrar pacientes para que eles sejam intubados. O medicamento é essencial para realizar o procedimento, tão necessário no casos agudos de síndromes respiratórias, e utilizado com frequência no tratamento de pacientes em estado grave por causa da Covid-19.

Os remédios, como o próprio termo sugere, provocam o relaxamento da musculatura e permite um melhor acesso à via aérea. Isso, aliado ao uso de outras medicações, faz com que o pessoa que está com dificuldade para respirar não sofra no momento da intubação. Sem os insumos adequados, esse processo se torna extremamente doloroso e médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem não têm outra saída a não ser amarrar o doente.

A técnica parece absurda para os dias atuais, mas o presidente da Associação de Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou relata houve casos que ela precisou ser usada devido à falta de insumos nos hospitais particulares. No entanto, ele esclarece que há previsão de chegada de relaxantes musculares ainda nesta semana.

 

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