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“Homem Pateta” levanta debate sobre segurança online

Ao longo das últimas semanas, autoridades do mundo todo começaram a rastrear perfis com o nome de Jonathan Galindo, que usa fotos de um homem fantasiado do personagem Pateta, da Disney. Os perfis chamaram a atenção após surgirem denúncias de que seus moderadores estão trocando mensagens com crianças e adolescentes, com a intenção de induzi-las ao suicídio.

 

De acordo com investigações, as primeiras páginas surgiram em 2017, no México, mas, hoje conta com incontáveis perfis no mundo todo, inclusive no Brasil. O assunto é sério e tem preocupado muitos pais, principalmente em tempos de pandemia, quando os filhos estão com mais tempo livre e mais acesso à internet. É por isso que, assim como eu, você deve estar se perguntando: como proteger meus filhos de situações como essas?

 

Acredito que o primeiro passo é manter um diálogo aberto e sincero com os pequenos, expondo os riscos e os perigos da internet. Nossas crianças precisam estar preparadas para lidar com situações como essa, e deixá-las sem orientação e supervisão, é tão arriscado como deixá-las sozinhas em alto mar.

 

Acolher a criança também é fundamental. Isso porque, muitos filhos não dizem a verdade para os pais por medo de repreensão. Em momentos como esse, é importante ter uma boa relação para que eles confiem e tenham liberdade para contar tudo aos seus tutores.

 

Estar atento ao que seu filho pesquisa e faz na web é um cuidado necessário. Durante a infância e a pré-adolescência, precisamos ter as senhas de acessos aos seus perfis, celular ou tablets.

 

Além disso, é possível limitar o acesso do seu filho no ambiente online. O YouTube oferece um canal direcionado apenas para o público infantil, o YouTube Kids. Já o Google conta com o Kindle, que funciona da mesma forma que o canal de busca, mas filtrando o conteúdo para os pequenos. Muitos smartphones também têm essa ferramenta de deixa o conteúdo apropriado para nossas crianças.

 

Por fim, nós, pais, também podemos buscar informações e esclarecimentos em plataformas seguras. A ONG Safernet, por exemplo, reúne cientistas da computação, professores e pesquisadores que têm a missão de combater crimes na web, defender a liberdade de expressão, estudar o comportamento online de crianças e adolescentes, além promover os direitos humanos dos internautas. Para ficar por dentro de todos os debates, acompanhe o perfil @safernetbr. Por lá, é possível fazer denúncias e pedir ajuda de forma anônima.

 

Viu? Se adotarmos medidas simples como essas podem nos ajudar a proteger nossos filhos dos perigos online, como também contribuem para o fortalecimento dos laços de confiança entre pais e filhos.

REBECA ROMERO
Jornalista

@rebecaromerobr

contato@rebecaromero.com.br

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