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Morto ‘aperta mão’ da esposa no caixão e velório é interrompido
Além disso, outras testemunhas relataram que o corpo chegou a transpirar e estava se mexendo no caixão.

Durante o velório de um homem identificado como Raimundo Bezerra de Sousa, de 61 anos, a mulher do falecido tomou um susto depois de ter sentido que a mão dele apertada a dela, na última sexta-feira (16), em São Luís do Curu (CE). Além disso, outras testemunhas relataram que o corpo chegou a transpirar e estava se mexendo no caixão.
O homem passou mal na cadeia de Trairi, onde estava preso e, depois internado no hospital de Itapipoca (CE), acabou falecendo às 22h de quinta-feira passada (15). O corpo foi transportado para São Luís do Curu e chegou para o velório ao redor das 8h30 do dia seguinte.
Por ter percebido que o corpo ainda apresentava sinais vitais, a família do homem entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas os profissionais que examinaram o corpo acabaram constatando que ele estava mesmo sem vida.
Após susto em velório, especialista explica que movimentos involuntários de mortos são comuns
O coordenador do Laboratório de Anatomia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Helson Silveira, informou ser comum ocorrer contrações involuntárias após a morte. Segundo Silveira, essefenômeno pós-morte pode ser caracterizado porque as células morrem gradativamente e assim há contrações involuntárias do músculo.
“Às vezes é comum haver esses espasmos e o cadáver contrair a mão, o pé ou até o corpo inteiro. Outro fenômeno que pode acontecer são os gases, urinar, defecar, arrotar. As bactérias começam a se espalhar no intestino e isso dá impressão que o indivíduo está respirando ou se mexendo. São alterações que causam espanto. O suor é comum porque há líquido ainda e esse líquido começa a sair”, disse Herlon. (Com informações do Diário do Nordeste)




