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STJ autoriza João de Deus a deixar prisão para tratamento, por risco de morte

STJ determinou que médium seja transferido do presídio para unidade de saúde para o devido tratamento, em Goiânia. Ele é acusado de cometer crimes sexuais, o que nega.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro determinou nesta quinta(21), que o médium João de Deus, deverá ficar internado durante o período de quatro semanas, sob escolta policial, ou monitoramento por tornozeleira eletrônica em uma clínica em Goiânia

João de Deus foi preso no 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.

O ministro atendeu a um pedido da defesa de João de Deus, que tem problemas de pressão arterial e um “aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura”, segundo os advogados.

Na decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. “Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional.”

Risco

João de Deuscorre risco de ter uma “morte súbita” por hemorragia caso o aneurisma que possui no abdômen se rompa, segundo informou o médico Alberto Las Casas Júnior nesta sexta-feira (22). O cardiologista avaliou o médium há exatamente um mês na prisão, a pedido dos advogados dele, e emitiu um laudo que embasou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de transferi-lo da cadeia para um hospital.

Alberto contou que João de Deus deve ficar em um leito isolado no Instituto de Neurologia de Goiânia De acordo com o profissional, o quarto já está reservado para o médium.

Edição: Nádia Franco

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