Esporte

Após dispensa da Anapolina, Léo Lima critica estrutura e pensa acionar clube na Justiça

Não terminou bem a passagem do meia Léo Lima pela Anapolina. Após 36 dias e apenas dois jogos com a camisa colorada, o jogador pediu dispensa e detonou a estrutura oferecida pelo clube. Em entrevista ao site Globoesporte.com, revelou que a Xata não deu condições para se recuperar do estiramento sofrido durante a pré-temporada.

“Eu estava voltando de lesão. O clube não tem uma academia, não tem médico, não tem fisioterapeuta, a concentração, com o calor que é aqui, não tinha um ar-condicionado, não preciso mais passar por isso não. Tenho fotos. Eu colocava o meu colchão no chão porque não dava para dormir na cama. Ficava na reta do ventilador de teto. Fora o salário que nem pagaram ainda, mas isso é o de menos”, disse Léo Lima.

Para se recuperar da lesão, precisou vir à Goiânia. Apesar do fisioterapeuta não ter cobrado o tratamento, o meia  precisou arcar com alguns custos. “Eu banquei o meu tratamento em Goiânia. Lá não tem fisioterapeuta. Paguei hotel, paguei meus custos, não me pagaram nada”.

Além dos mosquitos e da falta de ar-condicionado, o jogador reclamou também do café da manhã oferecido nos dias de jogos, e admitiu que se soubesse das condições nas instalações da Rubra, não teria assinado contrato.

“Um dos diretores veio aqui em casa hoje, moro em Goiânia, falou que eles conversaram à noite, que não tinham condições de me pagar agora o salário, falei para ele: “Não sei porque vocês colocam o time para disputar, vocês não tem estrutura nenhuma. Fica só com a base…” Que várzea! Se eles tivessem falado para mim, eu não teria vindo. Não falaram nada. Falaram que tinha CT, não sei o quê… O contrato era até o fim do Estadual”, destacou.

O atleta revelou que ainda não recebeu o salário e, que se não for ressarcido pelos custos com a clínica, acionará a Xata na Justiça.

“Isso é certeza. Quer dizer, vou esperar que me paguem. Se não pagarem… Os quatro meses de contrato fora esse negócio que eu banquei. Não me pagaram nem um real ainda. Nos apresentamos em 27 de dezembro”, afirmou.

Ainda em entrevista ao Globoesporte.com, Washington Rabelo, diretor de futebol da Anapolina, explicou que fazer o tratamento em Goiânia foi uma opção de Léo Lima.

“O tratamento, a clínica lá o rapaz nem cobrou. O cara ficou à disposição. Ele que quis tratar em Goiânia. Eu fui lá, conversei com o fisioterapeuta, foi de boa. Não teve despesa com o tratamento dele. Levei outro jogador nosso lá agora, o empresário do jogador pagou lá, questão mínima (…) Nós temos, nós temos médico, não temos um fisioterapeuta que fique no clube 24 horas. Mas temos médico, fisioterapeuta, tudinho. Ele quis tratar lá. Ele não morou aqui em Anápolis, ficou em Goiânia”.

Além disso, reiterou que o acerto com o jogador será feito até esta sexta-feira (8). “Não, o salário venceu, ele chegou dia 27 de dezembro, o salário venceu 27 de janeiro. Hoje é que dia? Dia 6, vamos pagar todo mundo sexta-feira.”, disse o dirigente ao Globoesporte.com.

Contradição

O jogador foi apresentado na Anapolina no dia 27 de dezembro, juntamente com outras contratações e o técnico Pachequinho para disputa do Campeonato Goiano. Em uma das suas primeiras declarações, o jogador fez elogios a estrutura do clube.

 

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