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Saúde apura se morte de 28 macacos em GO tem ligação com febre amarela, mas garante que ‘não há motivo para pânico’
egundo pasta, último caso da doença no estado foi em 2017. Superintendente de vigilância afirma que só precisa se imunizar quem nunca foi vacinado.

Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) analisa 28 macacos mortos no estado neste mês de janeiro para saber se eles estavam contaminados com a febre amarela. Apesar disso, a superintendente de Vigilancia em Saúde, Flúvia Amorim, garante que as pessoas que já se vacinaram contra a doença ao menos uma vez não precisam se preocupar.
“Não há motivo para pânico. Quem deve procurar a unidade para se vacinar é quem nunca tomou a vacina na vida. Quem tem uma dose, independente de quanto tempo isso faz, se tem dez, 15, 20 anos, ela não precisa se imunizar novamente. Tem estudos que domonstram que uma dose só é necessária e suficiente para dar imunidade para a vida toda”, disse em entrevista à TV Anhanguera.
Ainda segundo a suprintendente, a vacina contra a doença já é obrigatória no estado porque Goiás faz parte de uma área endêmica da febre amarela, ou seja, “já é esperado que a cada sete anos nós tenhamos casos da doença”, completou.
Amorim destacou que os casos registrados em outros estados do Brasil são de febre amarela silvestre, portanto, o maior cuidado deve ser tomado em regiões de mato. Segundo ela, quem tem alguma contra-indicação à vacina deve se proteger do mostuito.
“A orientação é se proteger conta picada. A fabre amarela que estamos vendo no Brasil está relacionada a áreas de mata e floresta, então se vai entrar em uma área como essa, tem que usar repelente, roupas de manga comprida para evitar a picada do mosquito. Quem é vacinado, não precisa se preocupar”, acrescentou.
Macacos em análise
A SES informou que, dos 28 macacos mortos, 18 já tiveram material recolhido para análise. Eles foram encontrados em 18 cidades do estado.
A secretaria destacou que a análise dos macacos mortos é um procedimento padrão adotado para identificar possíveis focos da doença. Se algum caso for confirmado, a secretaria de saúde municipal fica responsável por isolar a região em que o animal foi encontrado.
- Córrego do Ouro – 1
- Goiânia – 9
- Pirenópolis – 1
- Morrinhos – 1
- Itapuranga – 2
- Cristianópolis – 1
- Piracanjuba – 1
- Goianésia – 1
- Varjão – 1
- Palmeiras de Goiás – 1
- Anicuns – 2
- Jaraguá – 1
- Santo Antônio do Descoberto – 1
- Novo Gama – 1
- Qurinópolis – 1
- Senador Canedo – 1
- Leopoldo de Bulhões – 1
- Valparaíso – 1
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Outros casos
Em 2018, a SES não registrou nenhum caso da doença ou que esteja sob investigação em humanos. Conforme nota técnica do órgão, o último caso de febre amarela em humanos ocorreu em 2017, em Amorinópolis. No ano anterior foram registrdas outras três ocorrências: em Goiânia, Senador Canedo e São Luiz de Montes Belos e; em 2015, mais seis: em São Miguel do Araguaia, Niquelândia, Alexânia, Alto Paraíso e Cumari.
De todos os casos registrados da doença em humanos nos últimos três anos, apenas uma vítima era vacinada contra a doença. Entre as dez ocorrências confirmadas da doença, apenas duas pessoas sobreviveram.




