GoiásPolíticaSolidariedade
Projeto de Vivian Naves que amplia atenção e contribui pra diagnóstico precoce de fibromialgia é sancionado por Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), sancionou, nessa segunda-feira (07), texto de autoria da deputada estadual Vivian Naves (PP), aprovado pela Assembleia Legislativa no início de julho, ampliando na rede estadual de saúde as políticas públicas de atenção integral a portadores de fibromialgia.
Com a sanção, a nova legislação altera a Lei 19.197, de janeiro de 2016, dando novos parâmetros ao tratamento da doença em solo goiano. A deputada comemorou a aprovação em virtude da capacidade que enxerga no texto de transformar a realidade dos pacientes. Vivian ressalta o caráter amplo daquilo que conseguiu emplacar.
“Estamos muito interessados em aprofundar ações que facilitem a busca ativa e o diagnóstico precoce da fibromialgia, que está inteiramente ligado a um tratamento mais eficaz e mantimento da qualidade de vida desta pessoa. Ainda contemplamos na lei estudos epidemiológicos e pesquisas científicas que nos permitam conhecer melhor a realidade desta doença no Estado. Tenho convicção que entraremos em um novo momento”, pontuou.
No texto da Lei 22.190, Vivian ainda acrescentou a necessidade de capacitação de profissionais a ponto de especializá-los para, segundo projeta, tornar o estado uma referência no assunto.
“É uma doença que ainda a ciência busca se aprofundar e temos muitas perguntas a serem respondidas. Neste ponto de vista, a busca de conhecimento será nosso maior aliado e contamos com profissionais que certamente estarão dispostos a isso”, citou.
Raio-x da doença
Portadores de fibromialgia tendem a conviver com uma fadiga recorrente, sensação de rigidez e inchaço em várias partes do corpo. Outro sintoma sentido por quase todos os pacientes da doença, segundo registros clínicos do setor, são graves alterações na qualidade do sono, impedindo que a pessoa encontre a condição reparadora do mesmo.
“É uma doença que ainda não tem uma cura conhecida e com potencial de afetar severamente a vida social e profissional de seus portadores, caso o tratamento contínuo e multidisciplinar não seja adequadamente adotado. Hoje nós já temos seis milhões de brasileiros diagnosticados com uma prevalência no público feminino, que seria seis a cada sete dentro desta realidade. Além do acompanhamento contínuo, nossa legislação criará mecanismos de inserção desta pessoa a uma vida normal, inclusive no mercado de trabalho”, detalhou a parlamentar.
Na nova lei ressalta-se que portador de fibromialgia é aquele “avaliado por médico reumatologista, fisiatra ou com especialização em dor crônica, preenchendo os requisitos estipulados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia ou órgão que a venha substituir”.




