{"id":9768,"date":"2018-01-11T12:17:11","date_gmt":"2018-01-11T12:17:11","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=9768"},"modified":"2018-01-11T12:17:11","modified_gmt":"2018-01-11T12:17:11","slug":"pesquisadores-identificam-gene-que-pode-ampliar-eficiencia-na-producao-de-etanol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/pesquisadores-identificam-gene-que-pode-ampliar-eficiencia-na-producao-de-etanol\/","title":{"rendered":"Pesquisadores identificam gene que pode ampliar efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de etanol"},"content":{"rendered":"<p>Uma boa not\u00edcia para os produtores de etanol foi publicada nesta segunda-feira (8) na revista New Phytologist: uma equipe formada por pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos identificou um gene envolvido na dureza das paredes celulares de vegetais. A supress\u00e3o desse gene aumentou a libera\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares em at\u00e9 60%. Segundo os pesquisadores, para a produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, feito a partir da biomassa vegetal, a descoberta trata-se de um avan\u00e7o importante.<\/p>\n<p>De acordo com Hugo Molinari, pesquisador no Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica e Biotecnologia da Embrapa Agroenergia, o Brasil tem uma ind\u00fastria de bioenergia em expans\u00e3o que usa os res\u00edduos de gram\u00edneas como biomassas dedicadas para produzir bio-etanol. A descoberta do gene permitir\u00e1 o desenvolvimento de plantas com paredes celulares mais f\u00e1ceis de serem quebradas e, com isso, haver\u00e1 o aumento da efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel. Isso ajudar\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis de origem f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>A equipe de transforma\u00e7\u00e3o de plantas utilizou um transgene para suprimir o gene end\u00f3geno respons\u00e1vel pela feruloila\u00e7\u00e3o (rigidez nas paredes celulares) para cerca de 20% de sua atividade normal. Dessa forma, a biomassa produzida tornou-se menos r\u00edgida em compara\u00e7\u00e3o a uma planta n\u00e3o modificada. Cientificamente, agora queremos descobrir como esse gene atua. Dessa forma, podemos tornar o processo ainda mais eficiente, prev\u00ea o pesquisador Rowan Mitchell, co-l\u00edder da equipe e bi\u00f3logo de plantas do Rothamsted Research, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Para o professor de bioqu\u00edmica da Universidade de Wisconsin-Madison e pesquisador do Centro de Pesquisa de Bioenergia dos Grandes Lagos do Departamento de Energia dos EUA, John Ralph, a descoberta foi muito dif\u00edcil. O nosso grupo vem trabalhando desde o in\u00edcio dos anos 1990 nas liga\u00e7\u00f5es cruzadas de ferulatos na parede celular de plantas e desenvolveu m\u00e9todos de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) que foram \u00fateis na caracteriza\u00e7\u00e3o deste estudo.<\/p>\n<p>Efeito estufa<\/p>\n<p>Para Hugo Molinari, a descoberta traz avan\u00e7os importantes para um setor que movimenta bilh\u00f5es ao ano. Somente no Brasil, os mercados potenciais desta tecnologia foram avaliados no ano passado em R$ 1,3 bilh\u00e3o (US$ 400 milh\u00f5es) para o segmento de biocombust\u00edveis e de R$ 61 milh\u00f5es para alimenta\u00e7\u00e3o de bovinos. Al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico, \u00e9 importante dizer que \u00e9 uma descoberta muito importante para a comunidade cient\u00edfica , afirmou o cientista da Embrapa.<\/p>\n<p>Rowan Mitchell observa que o impacto da pesquisa \u00e9 potencialmente global, pois todos os pa\u00edses utilizam pastagens para alimentar seus animais e v\u00e1rias biorrefinarias em todo o mundo usam essa mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>Ele lembra que bilh\u00f5es de toneladas de biomassa de pastagens s\u00e3o produzidas todos os anos e uma caracter\u00edstica-chave dessas forrageiras \u00e9 a sua digestibilidade, o que ser\u00e1 mais nutritivo para os animais e reduzir\u00e1 a emiss\u00e3o de gases produzidos pela digest\u00e3o, ajudando a reduzir o efeito estufa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma boa not\u00edcia para os produtores de etanol foi publicada nesta segunda-feira (8) na revista New Phytologist: uma equipe formada por pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos identificou um gene envolvido na dureza das paredes celulares de vegetais. 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