{"id":9242,"date":"2018-01-08T04:04:09","date_gmt":"2018-01-08T04:04:09","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=9242"},"modified":"2018-01-08T04:04:09","modified_gmt":"2018-01-08T04:04:09","slug":"bacterias-do-intestino-do-aedes-aegypti-podem-ajudar-a-combater-a-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/bacterias-do-intestino-do-aedes-aegypti-podem-ajudar-a-combater-a-dengue\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9rias do intestino do Aedes aegypti podem ajudar a combater a dengue"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), identificaram seis esp\u00e9cies de bact\u00e9rias com potencial para serem usadas como biolarvicidas [agente natural que destr\u00f3i larvas] no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doen\u00e7as como dengue, Zika, febre amarela e chikungunya.<\/p>\n<p>Dados preliminares da pesquisa, apoiada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), mostraram que as esp\u00e9cies bacterianas podem matar at\u00e9 90% das larvas. \u201cIsolamos cerca de 30 diferentes bact\u00e9rias encontradas no intestino de mosquitos coletados em Botucatu e as colocamos, uma a uma, em contato com as larvas desses insetos. Observamos em seis esp\u00e9cies bacterianas a capacidade de matar entre 60% e 90% das larvas, dependendo do isolado, em at\u00e9 48 horas\u201d, explicou o coordenador do Laborat\u00f3rio de Gen\u00f4mica Funcional &#038; Microbiologia de Vetores (Vectomics) do Instituto de Biotecnologia (IBTEC), Jayme Souza-Neto.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, ser\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos para caracterizar melhor o potencial larvicida dos microrganismos; avaliar as concentra\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que a a\u00e7\u00e3o ocorra; o per\u00edodo m\u00ednimo de exposi\u00e7\u00e3o e o tempo que as bact\u00e9rias permanecem ativas, entre outros fatores.<\/p>\n<p>\u201cO estudo ainda est\u00e1 em fase inicial. No futuro, tamb\u00e9m pretendemos isolar alguns produtos liberados por essas bact\u00e9rias no meio para entender como ocorre a a\u00e7\u00e3o larvicida\u201d, disse Jayme Souza-Neto, tamb\u00e9m professor da Faculdade de Ci\u00eancias Agron\u00f4micas da Unesp.<\/p>\n<p>Trabalhos anteriores do grupo de pesquisadores liderado por Souza-Neto haviam mostrado que o Aedes encontrado em Botucatu \u00e9 menos suscet\u00edvel \u00e0 infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da dengue do que insetos oriundos das cidades de Ne\u00f3polis (SE) e Campo Grande (MS), locais onde a incid\u00eancia da doen\u00e7a \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alimentar os mosquitos em laborat\u00f3rio com sangue contaminado com o sorotipo 4 do v\u00edrus, o grupo observou que apenas 30% dos insetos coletados no interior paulista se contaminavam, enquanto o \u00edndice ficava entre 70% e 80% nas popula\u00e7\u00f5es das outras duas cidades.<\/p>\n<p>Por meio de t\u00e9cnicas de sequenciamento de genes em larga escala, o grupo identificou as esp\u00e9cies bacterianas que colonizavam o intestino dos insetos e observou que o microbioma presente nos grupos mais e menos suscet\u00edveis era completamente diferente.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos ent\u00e3o a investigar o potencial dessa microbiota intestinal de atuar como biolarvicida e tamb\u00e9m como antiviral. Nesse segundo tipo de ensaio, colocamos as bact\u00e9rias ou os produtos por elas liberados em contato com o v\u00edrus da dengue e observamos se o pat\u00f3geno perde a capacidade de infectar c\u00e9lulas\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>Segundo Souza-Neto, o mesmo tipo de ensaio ser\u00e1 feito com o v\u00edrus Zika em breve. \u201cSe conseguirmos identificar uma bact\u00e9ria capaz de neutralizar esses pat\u00f3genos, ela ser\u00e1 uma potencial fonte para novos f\u00e1rmacos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), identificaram seis esp\u00e9cies de bact\u00e9rias com potencial para serem usadas como biolarvicidas [agente natural que destr\u00f3i larvas] no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doen\u00e7as como dengue, Zika, febre amarela e chikungunya. 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