{"id":9175,"date":"2018-01-08T03:44:31","date_gmt":"2018-01-08T03:44:31","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=9175"},"modified":"2018-01-08T03:44:31","modified_gmt":"2018-01-08T03:44:31","slug":"rn-governo-quer-pagar-salarios-em-atraso-ate-dia-12-policiais-mantem-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/rn-governo-quer-pagar-salarios-em-atraso-ate-dia-12-policiais-mantem-movimento\/","title":{"rendered":"RN: governo quer pagar sal\u00e1rios em atraso at\u00e9 dia 12; policiais mant\u00eam movimento"},"content":{"rendered":"<p>O movimento de agentes da seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio Grande do Norte j\u00e1 entrou na terceira semana ainda sem uma solu\u00e7\u00e3o. Ontem (4), o governo do estado se reuniu com representantes das categorias e apresentou novas propostas com o objetivo de resolver o impasse. Representantes da administra\u00e7\u00e3o prometeram o pagamento do sal\u00e1rio de dezembro at\u00e9 o dia 12.<\/p>\n<p>Os policiais civis e militares e bombeiros ainda n\u00e3o receberam o vencimento de dezembro nem o 13\u00ba sal\u00e1rio. Al\u00e9m disso, reivindicam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, como equipamentos adequados e manuten\u00e7\u00e3o de viaturas, consideradas sem condi\u00e7\u00f5es para rondas. Eles tamb\u00e9m solicitam a n\u00e3o instaura\u00e7\u00e3o de procedimento administrativo contra quem participa do movimento que reduziu o policiamento nas ruas.<\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es tiveram in\u00edcio no dia 20 de dezembro. Policiais civis paralisaram parte dos servi\u00e7os e passaram a trabalhar em escala de plant\u00e3o. Policiais e bombeiros militares realizam opera\u00e7\u00f5es-padr\u00e3o, como patrulhamento apenas em ve\u00edculos em condi\u00e7\u00f5es adequadas. A redu\u00e7\u00e3o da atividade policial motivou o envio de tropas do Ex\u00e9rcito e da For\u00e7a Nacional ao estado.<\/p>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00f5es mantidas<\/p>\n<p>Os policiais e bombeiros militares se reuniram em assembleia hoje (5) e decidiram manter o movimento. Uma nova reuni\u00e3o com a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do estado ficou prometida para o dia 10. \u201cS\u00e3o 18 itens para que a PM e o Corpo de Bombeiros funcionem. Mas o governo n\u00e3o tinha nenhuma proposta a apresentar. Por isso, as coisas continuam como est\u00e3o\u201d, diz Eliabe Marques, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>Os policiais civis tamb\u00e9m realizaram assembleia na tarde desta sexta-feira. Ap\u00f3s analisar as promessas do governo estadual, os agentes, escriv\u00e3es e delegados tamb\u00e9m decidiram manter as mobiliza\u00e7\u00f5es, a escala especial e a paralisa\u00e7\u00e3o de parte dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Habeas corpus negado<\/p>\n<p>Na noite de ontem (4) o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com um pedido de habeas corpus coletivo para que os policiais n\u00e3o fossem presos. A iniciativa tentou evitar os efeitos da decis\u00e3o do desembargador Claudio Santos, do Tribunal de Justi\u00e7a do estado, que determinou no dia 31 de dezembro a pris\u00e3o dos agentes que divulgassem ou estimulassem o movimento.<\/p>\n<p>No entanto, o desembargador Glauber R\u00eago n\u00e3o atendeu ao pedido do MPRN por considerar que ele tinha como objetivo, na verdade, invalidar a decis\u00e3o do desembargador Claudio Santos, o que s\u00f3 poderia ser feito no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Desta maneira, a determina\u00e7\u00e3o segue v\u00e1lida e a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e o Comando da Pol\u00edcia Militar j\u00e1 emitiram ordens de efetiva\u00e7\u00e3o das deten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ajuste nas contas<\/p>\n<p>Em reuni\u00e3o ontem com representantes de outros poderes, o governador Robinson Faria defendeu que o pagamento dos sal\u00e1rios de policiais e bombeiros passa pela solu\u00e7\u00e3o da crise financeira do estado. Ele defendeu a aprova\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de medidas de ajuste fiscal e amplia\u00e7\u00e3o das receitas.<\/p>\n<p>Entre elas est\u00e3o um plano de demiss\u00e3o de servidores, o aumento da al\u00edquota previdenci\u00e1ria de 11% para 14% e cria\u00e7\u00e3o da uma previd\u00eancia complementar, al\u00e9m do congelamento de sal\u00e1rios e proibi\u00e7\u00e3o de qualquer forma de gratifica\u00e7\u00e3o e abono dos servidores. Tamb\u00e9m foi proposta a venda de estruturas p\u00fablicas como o Centro de Conven\u00e7\u00f5es e o Centro de Turismo.<\/p>\n<p>Segundo o governo, a altera\u00e7\u00e3o no regime previdenci\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1ria porque os gastos com o benef\u00edcio cresceram 78% em tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O sindicato dos servidores estaduais (Sinsp-RN) repudiou as propostas apresentadas por Faria. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previd\u00eancia, a entidade disse que houve, h\u00e1 quatro anos, um aumento da al\u00edquota sob o argumento do sistema ser superavit\u00e1rio. O d\u00e9ficit propagado pelo governo, acrescentou, deve-se ao saque de recursos do fundo previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>A presidente da entidade, Janeayre Souto, afirmou que os servidores \u201cn\u00e3o podem pagar a conta da crise\u201d. Ela relatou que j\u00e1 foram apresentadas diversas alternativas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o para garantir receitas, entre elas a cobran\u00e7a junto ao governo federal de R$ 600 milh\u00f5es negociados e a execu\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos de devedores, que totalizam R$ 8 bilh\u00f5es. \u201cO governo do estado tem que dizer porque n\u00e3o quer executar a d\u00edvida ativa do estado. \u00c9 prefer\u00edvel vender empresas e demitir servidores do que fazer isso?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Amanda Cieglinski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O movimento de agentes da seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio Grande do Norte j\u00e1 entrou na terceira semana ainda sem uma solu\u00e7\u00e3o. Ontem (4), o governo do estado se reuniu com representantes das categorias e apresentou novas propostas com o objetivo de resolver o impasse. 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