{"id":8862,"date":"2018-01-05T18:11:26","date_gmt":"2018-01-05T18:11:26","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=8862"},"modified":"2018-01-05T18:11:26","modified_gmt":"2018-01-05T18:11:26","slug":"oficina-da-ovg-desperta-criatividade-em-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/oficina-da-ovg-desperta-criatividade-em-jovens\/","title":{"rendered":"Oficina da OVG desperta criatividade em jovens"},"content":{"rendered":"<p>Em meio a l\u00e1pis coloridos, a estudante Beatriz Oliveira Rocha, 14 anos, mostra orgulhosa a pasta com trabalhos que produziu no Centro de Conviv\u00eancia de Adolescentes (CCA), localizado no Jardim Novo Mundo. Ela frequenta a oficina de grafite oferecida na unidade da Organiza\u00e7\u00e3o das Volunt\u00e1rias de Goi\u00e1s (OVG). S\u00e3o flores, rostos, mandalas, letras estilizadas. Com o passar das p\u00e1ginas, nota-se a evolu\u00e7\u00e3o dos desenhos. A oficina desperta a criatividade e talento dos participantes.<\/p>\n<p>As aulas s\u00e3o ministradas de segunda a sexta-feira, nos per\u00edodos matutino e vespertino. Valtecy Ferreira, conhecido como Decy, ensina os adolescentes a desenvolver diversas t\u00e9cnicas para desenhar, pintar, manusear o spray. \u201cProcuro deix\u00e1-los livres. Uns gostam de fazer rostos, outros preferem letras, flores. \u00c9 uma verdadeira terapia, que ajuda a extravasarem energia e criatividade\u201d, explica o professor que trabalha h\u00e1 mais de 20 anos com comunica\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>Beatriz est\u00e1 desde agosto de 2017 na oficina. Ela conta que sempre gostou de desenhar e come\u00e7ou a frequentar a atividade para aperfei\u00e7oar seus trabalhos. \u201cVenho duas vezes por semana e percebo que meus desenhos est\u00e3o bem melhores. Gosto de fazer rostos, especialmente os olhos, mas tamb\u00e9m estou gostando de desenhar letras\u201d.<\/p>\n<p>A estudante afirma que a oficina ajuda a desenvolver talentos. \u201c\u00c9 uma \u00f3tima oportunidade que os jovens t\u00eam para aprimorar um dom. O professor d\u00e1 dicas interessantes que ajudam bastante. Muitos poder\u00e3o at\u00e9 seguir carreira art\u00edstica no futuro\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Lucas Ricardo Sousa, 15 anos, \u00e9 um dos mais ass\u00edduos na oficina. Vai quase todos os dias da semana. T\u00edmido, se concentra no desenho de seu nome, uma das produ\u00e7\u00f5es que mais aprecia. Quando est\u00e1 desenhando ou pintando, diz que \u201cesquece dos problemas\u201d. Ele faz planos para o futuro: \u201cPenso que pode ser uma op\u00e7\u00e3o profissional\u201d.<\/p>\n<p>Arte nos muros<\/p>\n<p>DecyO grafite \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica que surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, na d\u00e9cada de 1970. Diferente da picha\u00e7\u00e3o, que \u00e9 caracterizada pelo ato de escrever em muros, monumentos e vias p\u00fablicas, o grafite expressa ideias e cr\u00edticas sociais do artista e tem ganhado cada vez mais espa\u00e7o nos muros das grandes cidades brasileiras.<\/p>\n<p>Antes de trabalhar com grafite, Decy fazia apenas letreiros e pain\u00e9is. Come\u00e7ou a desenvolver a arte h\u00e1 cerca de 7 anos, quando o filho adolescente demonstrou interesse pela atividade. \u201cFomos pesquisando t\u00e9cnicas na internet e come\u00e7amos a fazer juntos. Hoje ele est\u00e1 com 21 anos e n\u00e3o trabalha com grafite. Mas o que era apenas um hobby para mim, se tornou um meio de trabalho. Fa\u00e7o telas, pain\u00e9is para muitas empresas\u201d, conta, ao acrescentar que os desenhos de rostos afrodescendentes s\u00e3o os seus preferidos.<\/p>\n<p>Inclus\u00e3o social e resgate familiar<\/p>\n<p>Inaugurado em maio deste ano, o CCA Novo Mundo atende adolescentes de 12 a 17 anos. Al\u00e9m da oficina de grafite, s\u00e3o oferecidos aos jovens: biblioteca; sal\u00e3o de jogos, oficinas de inclus\u00e3o digital, de material recicl\u00e1vel; aulas de basquete, v\u00f4lei, futebol, capoeira e dan\u00e7a.<\/p>\n<p>A unidade promove ainda passeios e rodas de bate-papo com diversas tem\u00e1ticas de interesse deles, como: esporte, cultura, drogas, liberdade x responsabilidade, gravidez precoce.<\/p>\n<p>Uma equipe composta por assistentes sociais e psic\u00f3logos realiza a\u00e7\u00f5es de acolhimento familiar com os adolescentes, pais ou respons\u00e1veis com o intuito de estreitar os v\u00ednculos afetivos. A coordenadora da unidade, Leidyanna Gomes, afirma que al\u00e9m do trabalho social e educativo, o CCA oferece oportunidades que muitos n\u00e3o tinham. \u201cAlguns jovens nunca tinham ido a uma exposi\u00e7\u00e3o de arte, ao cinema. E ver a alegria deles com esses passeios \u00e9 gratificante\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a l\u00e1pis coloridos, a estudante Beatriz Oliveira Rocha, 14 anos, mostra orgulhosa a pasta com trabalhos que produziu no Centro de Conviv\u00eancia de Adolescentes (CCA), localizado no Jardim Novo Mundo. Ela frequenta a oficina de grafite oferecida na unidade da Organiza\u00e7\u00e3o das Volunt\u00e1rias de Goi\u00e1s (OVG). S\u00e3o flores, rostos, mandalas, letras estilizadas. 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