{"id":8617,"date":"2018-01-04T16:00:38","date_gmt":"2018-01-04T16:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=8617"},"modified":"2018-01-04T16:00:38","modified_gmt":"2018-01-04T16:00:38","slug":"transplante-de-celulas-tronco-da-esperanca-a-pacientes-com-esclerodermia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/transplante-de-celulas-tronco-da-esperanca-a-pacientes-com-esclerodermia\/","title":{"rendered":"Transplante de c\u00e9lulas-tronco d\u00e1 esperan\u00e7a a pacientes com esclerodermia"},"content":{"rendered":"<p>Um transplante de c\u00e9lulas-tronco funciona melhor do que rem\u00e9dios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, uma doen\u00e7a autoimune na qual a pele enrijece e os \u00f3rg\u00e3os se quebram, disseram pesquisadores nesta quarta-feira (3).<\/p>\n<p>As descobertas publicadas no New England Journal of Medicine apontam para uma nova forma de tratamento dessa enfermidade incur\u00e1vel que afeta 2,5 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, a maioria delas mulheres em idade f\u00e9rtil.<\/p>\n<p>A esclerodermia enrijece a pele e os tecidos conjuntivos, e em sua forma severa leva \u00e0 fal\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os, mais frequentemente dos pulm\u00f5es, assinalou o autor principal Keith Sullivan, professor de Medicina e Terapia Celuluar na Duke University.<\/p>\n<p>Nesses casos severos, terapias convencionais com rem\u00e9dios n\u00e3o s\u00e3o muito eficazes em um longo per\u00edodo e, por isso, novas abordagens s\u00e3o a prioridade.<\/p>\n<p>O estudo escolheu aleatoriamente 36 pacientes com esclerodermia nos Estados Unidos e no Canad\u00e1 para fazer o transplante de c\u00e9lulas-tronco. Primeiro, foram submetidos a uma alta dose de quimioterapia e radia\u00e7\u00e3o em todo o corpo para eliminar completamente o seu sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Em seguida, foram reinfundidos com as c\u00e9lulas-tronco com seu sangue que foram removidas e tratadas para eliminar os gl\u00f3bulos brancos defeituosos.<\/p>\n<p>Outros 39 pacientes foram escolhidos aleatoriamente para receber inje\u00e7\u00f5es intravenosas de ciclofosfamida por 12 meses, que \u00e9 um tratamento imunossupressor convencional para esclerodermia severa.<\/p>\n<p>Os pacientes submetidos ao transplante de c\u00e9lulas-tronco viram uma melhoria significativa na sobreviv\u00eancia, informou o estudo, que durou 10 anos e foi realizado em 26 universidades de Estados Unidos e Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Os pacientes do grupo que recebeu as c\u00e9lulas-tronco eram mais propensos a ver melhorias em sua sobreviv\u00eancia, na fun\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os, na qualidade de vida e no enrijecimento da pele.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia global aos 72 meses foi de 86% ap\u00f3s o transplante, contra 51% ap\u00f3s o de ciclofosfamida, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Esses resultados mostram que os indiv\u00edduos com um progn\u00f3stico ruim de esclerodermia podem melhorar e viver mais, e esses avan\u00e7os parecem duradouros, disse Sullivan.<\/p>\n<p>No final do estudo, apenas 9% do grupo do transplante voltou a tomar medicamentos contra a esclerodermia, em compara\u00e7\u00e3o com 44% no grupo de tratamento convencional.<\/p>\n<p>No entanto, o tratamento com c\u00e9lulas-tronco apresentou maior risco de morte e efeitos colaterais mais graves em curto prazo, incluindo infec\u00e7\u00f5es e baixa contagem de gl\u00f3bulos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 54 meses, 3% dos que fizeram o transplante morreram. Ningu\u00e9m no grupo do ciclofosfamida morreu pelo tratamento.<\/p>\n<p>Os pacientes e seus m\u00e9dicos devem pesar cuidadosamente os pr\u00f3s e contras do tratamento intensivo com transplante de c\u00e9lulas-tronco, mas isso pode, espero, definir um novo padr\u00e3o nesta doen\u00e7a autoimune devastadora, assinalou Sullivan.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um transplante de c\u00e9lulas-tronco funciona melhor do que rem\u00e9dios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, uma doen\u00e7a autoimune na qual a pele enrijece e os \u00f3rg\u00e3os se quebram, disseram pesquisadores nesta quarta-feira (3). 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