{"id":8590,"date":"2018-01-04T15:56:46","date_gmt":"2018-01-04T15:56:46","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=8590"},"modified":"2018-01-04T15:56:46","modified_gmt":"2018-01-04T15:56:46","slug":"dna-de-bebe-resgata-historia-dos-primeiros-humanos-na-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/dna-de-bebe-resgata-historia-dos-primeiros-humanos-na-america\/","title":{"rendered":"DNA de beb\u00ea resgata hist\u00f3ria dos primeiros humanos na Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p>Ela morreu com seis semanas de vida h\u00e1 11.500 anos, mas tem muito a dizer. A an\u00e1lise do DNA do f\u00f3ssil de uma beb\u00ea encontrada no Alasca permitiu especificar como os primeiros humanos chegaram ao continente americano, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (3).<\/p>\n<p>Os restos da menina foram descobertos em 2013 no parque arqueol\u00f3gico de Upward Sun River, no Alasca. A beb\u00ea foi batizada de Xachiteeaanenh teede gaay, ou a pequena do amanhecer, pela comunidade local. Para os cientistas, \u00e9 USR1, em alus\u00e3o ao local onde foi encontrada.<\/p>\n<p>Ela tinha sido enterrada junto a uma rec\u00e9m-nascida tamb\u00e9m do sexo feminino, s\u00f3 ainda mais jovem, que foi igualmente estudada pela equipe formada por pesquisadores das universidades de Copenhague, Cambridge e Alasca.<\/p>\n<p>Grande parte da comunidade cient\u00edfica concorda em considerar que os primeiros humanos que pisaram no continente americano pertenciam a grupos procedentes da \u00c1sia ao fim do \u00faltimo per\u00edodo glacial (Pleistoceno Superior).<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca de glacia\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel dos oceanos havia baixado e uma ponte terrestre correspondente ao atual Estreito de Bering permitia passar da Sib\u00e9ria ao Alasca.<\/p>\n<p>Mas ainda restam muitas perguntas sobre a data da chegada dessas popula\u00e7\u00f5es e sobre a forma como ocuparam o continente americano.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisadores, cujos trabalhos foram publicados na revista Nature, conseguiu sequenciar o genoma completo do beb\u00ea USR1.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o puderam sequenciar o c\u00f3digo gen\u00e9tico da rec\u00e9m-nascida porque as amostras de DNA eram insuficientes. Mas as an\u00e1lises gen\u00e9ticas permitiram mostrar que as duas meninas tinham v\u00ednculos e provavelmente eram primas.<\/p>\n<p>A pequena do amanhecer deu uma grande surpresa aos pesquisadores: seu patrim\u00f4nio gen\u00e9tico n\u00e3o corresponde \u00e0s duas ramas conhecidas dos primeiros amer\u00edndios (chamados do norte e do sul).<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que pertencia a um grupo at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, que batizaram de Beringianos Antigos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sab\u00edamos que essa popula\u00e7\u00e3o existia, destaca Ben Potter, professor de Antropologia na Universidade do Alasca em Fairbanks.<\/p>\n<p>Outras an\u00e1lises permitiram fornecer a primeira prova gen\u00e9tica direto de que os ancestrais dos amer\u00edndios procedem todos de uma mesma popula\u00e7\u00e3o chegada em um \u00fanico movimento migrat\u00f3rio durante a Era Glacial, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Esta onda migrat\u00f3ria pode ter acontecido h\u00e1 mais de 20 mil anos, destaca a Universidade de Cambridge em um comunicado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela morreu com seis semanas de vida h\u00e1 11.500 anos, mas tem muito a dizer. 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