{"id":8111,"date":"2018-01-01T17:31:18","date_gmt":"2018-01-01T17:31:18","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=8111"},"modified":"2018-01-01T17:31:18","modified_gmt":"2018-01-01T17:31:18","slug":"carrascos-execucoes-massacres-lisboa-mostra-seu-lado-sordido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/carrascos-execucoes-massacres-lisboa-mostra-seu-lado-sordido\/","title":{"rendered":"Carrascos, execu\u00e7\u00f5es, massacres&#8230; Lisboa mostra seu lado s\u00f3rdido"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 31 dez (EFE).- Por tr\u00e1s do cen\u00e1rio am\u00e1vel e tranquilo da atualidade, Lisboa guarda um s\u00f3rdido passado de carrascos, execu\u00e7\u00f5es coletivas e massacres, resgatado agora por um tour que pretende mostrar outra imagem e que evidencia que a sagacidade \u00e9 mais um elemento da explos\u00e3o do setor tur\u00edstico vivido pela capital de Portugal.<\/p>\n<p>O mais t\u00edpico de Lisboa est\u00e1 entre tr\u00eas elementos &#8211; o bairro de Alfama, o fado e o litoral, que h\u00e1 anos s\u00e3o contados a turistas que, num centro j\u00e1 abarrotado, conhecem os pormenores do devastador terremoto de 1755 ou observam a mesa da cafeteria Brasileira, na qual o poeta Fernando Pessoa tomava seu caf\u00e9 di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tradi\u00e7\u00e3o, definitivamente, sobre a qual se formaram os passeios que agora, com o auge do turismo, experimentam uma concorr\u00eancia nova e crescente; tanto que os guia j\u00e1 suspeitam que a oportunidade vai requerer um pouco mais do que saber de Hist\u00f3ria. E, assim, \u00e0s margens do Tejo, floresceu o epis\u00f3dio macabro.<\/p>\n<p>Que fizeram ent\u00e3o? Esfaquearam o bispo e o jogaram pelo campan\u00e1rio. Depois, arrastaram seu cad\u00e1ver pela rua. Os cachorros o devoraram. Esta frase, pronunciada \u00e0s portas da Catedral de Lisboa, faz com que dois turistas interrompam bruscamente sua pesquisa da melhor foto para olhar para quem a proferiu.<\/p>\n<p>O autor \u00e9 Marco Pedrosa, ator e guia que, h\u00e1 um ano, conta o lado mais sombrio da cidade em um passeio de uma hora e meia. Desde regic\u00eddio at\u00e9 execu\u00e7\u00f5es coletivas, passando por lendas truculentas sobre a cria\u00e7\u00e3o de Lisboa, tudo o que for s\u00f3rdido \u00e9 explorado.<\/p>\n<p>Crimes de Lisboa \u00e9 o primeiro percurso tem\u00e1tico da Wild Walkers e ideia original de Pedrosa, que destaca \u00e0 Efe a originalidade da sua proposta.<\/p>\n<p>Fizemos este tour porque n\u00e3o existia um passeio que falasse dos aspectos mais s\u00f3rdidos e sombrios da hist\u00f3ria da cidade. Normalmente os tours falam da sua hist\u00f3ria, como o terremoto, mas n\u00e3o se centram em aspetos mais tr\u00e1gicos ou personalidades mais sombrias, comentou Pedrosa.<\/p>\n<p>E ele buscou suas hist\u00f3rias. O azarado bispo do que fala foi Martinho de Zamora, v\u00edtima de uma multid\u00e3o furiosa no s\u00e9culo XIV por ter se negado a repicar os sinos, como faziam as demais igrejas da cidade, para celebrar a aclama\u00e7\u00e3o como rei Jo\u00e3o I de Portugal, que ele desconhecia.<\/p>\n<p>Junto ao bispo, se relata o fim do rei Carlos I, assassinado em 1\u00ba de fevereiro de 1908 na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio junto com seu filho, o pr\u00edncipe herdeiro Lu\u00eds Filipe de Bragan\u00e7a, o que deu lugar a uma escalada de viol\u00eancia em Portugal.<\/p>\n<p>Ou a execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica perto do Monast\u00e9rio de Bel\u00e9m, nos arredores de Lisboa, da rica fam\u00edlia T\u00e1vora, ca\u00edda em desgra\u00e7a ao ser acusada com grande controv\u00e9rsia de um atentado frustrado contra o rei Jos\u00e9 I em 1758.<\/p>\n<p>Se chegou a jogar sal nas suas terras para que nada mais crescesse nela, acrescentou Pedrosa, incrementando a hist\u00f3ria, que ainda hoje \u00e9 objeto de debate entre os historiadores portugueses.<\/p>\n<p>Os macabros relatos, como as cru\u00e9is execu\u00e7\u00f5es da inquisi\u00e7\u00e3o ou o massacre de 19 de abril de 1506, dia em que se iniciou uma persegui\u00e7\u00e3o que acabou em poucas semanas com o assassinato de mais de 3.000 judeus na cidade, convivem com desastres naturais, como o terremoto de 1755, e ainda lendas.<\/p>\n<p>Assim, perto do p\u00e1tio no qual Pedrosa mostra a casa do \u00faltimo carrasco de Lisboa, Lu\u00eds Alves, se conta como a cidade chegou a formar as suas famosas costas; sem entrar em detalhes, \u00e9 poss\u00edvel dizer apenas que o respons\u00e1vel foi um dos desamores causados por Ulisses em seu caminho a \u00cdtaca.<\/p>\n<p>O her\u00f3i de Homero se mistura assim com os azulejos nas abarrotadas ruas de Lisboa, cidade na qual o turismo cresceu 7,2% em 2016, segundo dados oficiais. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 31 dez (EFE).- Por tr\u00e1s do cen\u00e1rio am\u00e1vel e tranquilo da atualidade, Lisboa guarda um s\u00f3rdido passado de carrascos, execu\u00e7\u00f5es coletivas e massacres, resgatado agora por um tour que pretende mostrar outra imagem e que evidencia que a sagacidade \u00e9 mais um elemento da explos\u00e3o do setor tur\u00edstico vivido pela capital de Portugal. 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