{"id":80255,"date":"2025-12-19T20:28:17","date_gmt":"2025-12-19T20:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=80255"},"modified":"2025-12-19T20:28:17","modified_gmt":"2025-12-19T20:28:17","slug":"cachaca-de-orizona-conquista-indicacao-geografica-do-inpi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cachaca-de-orizona-conquista-indicacao-geografica-do-inpi\/","title":{"rendered":"Cacha\u00e7a de Orizona conquista Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica do INPI"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o artesanal da cacha\u00e7a de Orizona, no Centro-Leste do estado, \u00e9 uma hist\u00f3ria que se confunde com a origem da cidade que remonta o ano de 1840. Sua ocupa\u00e7\u00e3o na ent\u00e3o regi\u00e3o da Comarca de Santa Cruz se deu por desbravadores mineiros que se instalaram no local, dando in\u00edcio a um povoado ao redor de uma capela. Na \u00e9poca eles levaram a receita da bebida para a regi\u00e3o. E foi assim, de pai para filho, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, que a tradi\u00e7\u00e3o se manteve na cidade. A qualidade e singularidade do produto fez com que, nesta semana, a cacha\u00e7a fosse reconhecida com a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores e Amigos da Cacha\u00e7a de Orizona (Apacor) \u00e9 a respons\u00e1vel em acompanhar os produtores para validar a indica\u00e7\u00e3o e seus integrantes comemora essa grande conquista, que \u00e9 um reconhecimento oficial da qualidade e da reputa\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a, garantindo que ela \u00e9 aut\u00eantica por ter sido produzida em Orizona. O presidente da entidade, Edgar de Castro Correa, agradeceu o trabalho do Sebrae Goi\u00e1s em todo o processo e de produtores que incentivaram a conquista da IG. \u201cTodo esse envolvimento foi de suma import\u00e2ncia para esse feito hist\u00f3rico para nossa cidade, o reconhecimento da indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Gostaria de agradecer ao Jo\u00e3o Luiz Rabelo e \u00e0 Daniela Soares Couto, do Sebrae, e gostaria de ressaltar demais o nome do seu Jos\u00e9 Natal Barbosa, que foi uma pessoa fundamental nesse processo, que sempre acreditou na cacha\u00e7a de Orizona, na fama, na tradi\u00e7\u00e3o, na qualidade desse nosso produto\u201d, disse.<\/p>\n<p>O presidente ainda destacou que a indica\u00e7\u00e3o chega para eles como um divisor de \u00e1guas. \u201cEssa indica\u00e7\u00e3o \u00e9 o reconhecimento e a valoriza\u00e7\u00e3o da nossa cacha\u00e7a e seus produtores. \u00c9 um dia hist\u00f3rico, estamos em festa. Obrigado a todos e vamos em frente porque temos muitos objetivos a serem alcan\u00e7ados\u201d, finalizou Edgar, lembrando que o pr\u00f3ximo passo \u00e9 fundar uma cooperativa para avan\u00e7ar mais na parte comercial j\u00e1 que a IG far\u00e1 o alcance comercial ser muito maior.<\/p>\n<p>O reconhecimento \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o da proced\u00eancia do produto e significa uma amplia\u00e7\u00e3o do nicho de mercado para esses produtores podendo participar mais de feiras e eventos nacionais e internacionais. O analista e gestor estadual de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) do Sebrae em Goi\u00e1s Jo\u00e3o Luiz Prestes Rabelo explicou que com a IG a cacha\u00e7a passa a ter mais valor agregado e pode se expandir at\u00e9 para o mercado internacional.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Luiz disse tamb\u00e9m que o trabalho para conseguir a IG demorou cerca de um ano e meio. &#8220;Primeiro fizemos um diagn\u00f3stico com o apoio do Sebrae Nacional que detectou a potencialidade para conseguir a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica. Depois fizemos a contrata\u00e7\u00e3o da consultora Daniela para montarmos o dossi\u00ea, conselho regulador, hist\u00f3rico e de regula\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Tivemos que provar a notoriedade do produto e que a cacha\u00e7a fez a cidade ficar famosa. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m trabalhamos com a associa\u00e7\u00e3o porque para se conseguir uma IG \u00e9 necess\u00e1ria uma entidade forte para ser a guardi\u00e3\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Luiz tamb\u00e9m ressaltou a parceria com outras institui\u00e7\u00f5es e o conjunto de for\u00e7as que possibilitou essa conquista. \u201cO Sebrae tem o objetivo de estimular os produtores para aperfei\u00e7oar a qualidade, e por isso levamos representantes do Minist\u00e9rio da Agricultura para conhecer o local, tamb\u00e9m fizemos uma visita ao IF Goiano ao lado de Orizona. Tamb\u00e9m contamos com outras parcerias, como a Universidade Federal de Goi\u00e1s, a Emater, a Regional Centro-Leste do Sebrae, em An\u00e1polis, que atende o pessoal da cidade, al\u00e9m do Sindicato Rural. Temos um leque de oportunidades como a produ\u00e7\u00e3o de rapadura, a\u00e7\u00facar e a\u00e7\u00facar mascavo. Os produtores, junto com a UFG, tamb\u00e9m est\u00e3o preocupados com a sustentabilidade e buscam maneiras para reaproveitar o baga\u00e7o. A universidade vai manter o n\u00edvel dos produtos. O c\u00e9u \u00e9 o limite\u201d, celebrou.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Natal era professor universit\u00e1rio na UNB e h\u00e1 20 anos se aposentou e decidiu tocar a fazenda da esposa e manter a fabrica\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a na propriedade, por\u00e9m com mais qualidade e tecnologia, sem se esquecer da tradi\u00e7\u00e3o da fabrica\u00e7\u00e3o. Um entusiasta da hist\u00f3ria local, foi um dos produtores que se empenharam no aux\u00edlio para que a cidade alcan\u00e7asse a IG. Seu livro sobre a hist\u00f3ria da cacha\u00e7a em Goi\u00e1s e em Orizona, que ainda est\u00e1 em fase de finaliza\u00e7\u00e3o e deve ser lan\u00e7ado no pr\u00f3ximo m\u00eas de janeiro, foi uma das fontes para incluir informa\u00e7\u00f5es no dossi\u00ea para a busca pela indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Produtor da cacha\u00e7a Minha Saudade, Jos\u00e9 Natal afirma que as parcerias fizeram toda a diferen\u00e7a. \u201cEssa conquista foi gra\u00e7as ao trabalho que o Jo\u00e3o Luiz e a Daniela do Sebrae fizeram com a gente. T\u00ednhamos vontade, mas n\u00e3o sab\u00edamos como fazer, e o Sebrae nos mostrou esse caminho. Outras parcerias como a da Universidade Federal de Goi\u00e1s, com estudos de plantio e reaproveitamento, e a da prefeitura, que nos cedeu o terreno com um pr\u00e9dio j\u00e1 pronto para o funcionamento f\u00edsico da associa\u00e7\u00e3o, nos auxiliaram nesse processo. N\u00e3o fui eu que fiz, n\u00f3s que fizemos. Esse \u00e9 o sentido\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><strong>Carla Gomes, de Goi\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/cachaca-orizona-casa.jpeg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/cachaca-orizona-noite.jpeg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/cachaca-orizona-reuniao.jpeg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o artesanal da cacha\u00e7a de Orizona, no Centro-Leste do estado, \u00e9 uma hist\u00f3ria que se confunde com a origem da cidade que remonta o ano de 1840. 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