{"id":79767,"date":"2025-11-12T18:40:37","date_gmt":"2025-11-12T18:40:37","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=79767"},"modified":"2025-11-12T18:40:37","modified_gmt":"2025-11-12T18:40:37","slug":"hospital-de-formosa-reforca-alerta-para-aumento-dos-casos-de-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/hospital-de-formosa-reforca-alerta-para-aumento-dos-casos-de-dengue\/","title":{"rendered":"Hospital de Formosa refor\u00e7a alerta para aumento dos casos de dengue"},"content":{"rendered":"<p>Com a chegada do per\u00edodo chuvoso, o Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do Governo de Goi\u00e1s gerida pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), alerta a popula\u00e7\u00e3o sobre o risco de aumento dos casos de dengue na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As chuvas favorecem a reprodu\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>, mosquito transmissor da doen\u00e7a, e exigem aten\u00e7\u00e3o redobrada neste in\u00edcio de temporada para evitar um crescimento expressivo nos registros.<\/p>\n<p>De janeiro a outubro deste ano, o HEF registrou 1.321 casos de dengue, com maior concentra\u00e7\u00e3o de janeiro a maio, per\u00edodo que somou 979 notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante a estiagem em Goi\u00e1s, de junho a setembro, houve redu\u00e7\u00e3o significativa nos registros, totalizando 243 casos ao longo dos quatro meses. Em setembro, foram contabilizados 72 casos, mas em outubro houve um aumento de 37,5%, chegando a 99 casos, reflexo do retorno das chuvas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio refor\u00e7a a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e dos cuidados redobrados, especialmente entre os grupos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dengue: aten\u00e7\u00e3o redobrada<\/h2>\n<p>A dengue pode afetar pessoas de todas as idades, mas \u00e9 especialmente perigosa para idosos, gestantes, crian\u00e7as pequenas e pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas. Os sintomas variam de leves a graves e incluem febre alta, dores musculares e articulares, dor atr\u00e1s dos olhos, manchas na pele, n\u00e1useas e fadiga intensa.<\/p>\n<p>Para a enfermeira Karolina Reis, coordenadora do N\u00facleo Hospitalar Epidemiol\u00f3gico (NHE), s\u00e3o fundamentais a hidrata\u00e7\u00e3o e o monitoramento atento aos primeiros sinais.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cOs idosos t\u00eam maior probabilidade de complica\u00e7\u00f5es devido \u00e0 presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e \u00e0 menor capacidade de hidrata\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 essencial observar sinais de alerta, como dor abdominal intensa, v\u00f4mitos persistentes e sangramentos, que exigem atendimento m\u00e9dico imediato\u201d, orienta.<\/p><\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cuidados com gestantes<\/h2>\n<p>Entre as gestantes, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso. Durante a gravidez, a imunidade, naturalmente reduzida, aumenta o risco de complica\u00e7\u00f5es e pode tornar o organismo mais vulner\u00e1vel \u00e0s infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os sintomas iniciais da dengue, como febre, dor no corpo e mal-estar, podem ser confundidos com manifesta\u00e7\u00f5es t\u00edpicas da gesta\u00e7\u00e3o, o que dificulta o diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<p>A dengue durante a gravidez pode causar desidrata\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00f5es na press\u00e3o arterial e, nos casos mais graves, levar a complica\u00e7\u00f5es obst\u00e9tricas que colocam em risco a sa\u00fade da m\u00e3e e do beb\u00ea. Por isso, \u00e9 fundamental que a gestante procure atendimento m\u00e9dico logo aos primeiros sinais da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico coordenador do Pronto-Socorro, Wanderson Sant\u2019Ana, os casos mais graves exigem acompanhamento constante.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA queda de plaquetas pode provocar hemorragias e deslocamento de placenta, aumentando as chances de aborto ou parto prematuro. O diagn\u00f3stico precoce e o acompanhamento m\u00e9dico adequado s\u00e3o fundamentais para proteger a gestante e o beb\u00ea\u201d, ressalta o m\u00e9dico.<\/p><\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o melhor rem\u00e9dio<\/h2>\n<p>A forma mais eficaz de combater a dengue continua sendo a elimina\u00e7\u00e3o dos criadouros do mosquito\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>, transmissor da doen\u00e7a. Como o inseto se reproduz em locais com \u00e1gua parada, a\u00e7\u00f5es preventivas simples e rotineiras podem interromper o ciclo de prolifera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre as medidas recomendadas est\u00e3o manter caixas d\u2019\u00e1gua bem tampadas, limpar calhas, ralos e bandejas de ar-condicionado, descartar pneus, garrafas e recipientes que possam acumular \u00e1gua e manter quintais e \u00e1reas externas sempre limpos.<\/p>\n<p>O uso de repelentes e as telas de prote\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o importantes, principalmente para gestantes, crian\u00e7as e idosos, que est\u00e3o entre os grupos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>O HEF refor\u00e7a que o engajamento da comunidade \u00e9 decisivo para conter o avan\u00e7o da doen\u00e7a. A vigil\u00e2ncia constante durante o per\u00edodo chuvoso pode evitar que pequenos focos se tornem grandes surtos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a chegada do per\u00edodo chuvoso, o Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do Governo de Goi\u00e1s gerida pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), alerta a popula\u00e7\u00e3o sobre o risco de aumento dos casos de dengue na regi\u00e3o. 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