{"id":78279,"date":"2025-07-21T15:20:55","date_gmt":"2025-07-21T15:20:55","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=78279"},"modified":"2025-07-21T15:30:45","modified_gmt":"2025-07-21T15:30:45","slug":"projeto-fala-de-cultura-negra-anapolis-com-oficinas-abertas-ao-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/projeto-fala-de-cultura-negra-anapolis-com-oficinas-abertas-ao-publico\/","title":{"rendered":"Projeto fala de cultura negra An\u00e1polis com oficinas abertas ao p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>O Jongo Iracema, primeiro grupo contempor\u00e2neo de jongo em Goi\u00e1s, est\u00e1 realizando o Projeto Continuan\u00e7a, contemplado pela Lei Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Goi\u00e1s. A iniciativa oferece oficinas gratuitas \u00e0 comunidade em An\u00e1polis, celebrando a cultura negra com pr\u00e1ticas de dan\u00e7a, m\u00fasica e ancestralidade.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de julho e agosto, o grupo programou quatro encontros, totalizando 10 horas de atividades, no espa\u00e7o da Casa da Juventude. Os primeiros, realizados nos dias 13 e 20 de julho, reuniram momentos de celebra\u00e7\u00e3o e aprendizado. Os pr\u00f3ximos acontecer\u00e3o nos dias 27 de julho e 3 de agosto, sempre \u00e0s 15h. As vagas s\u00e3o limitadas, e as inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas pelo Instagram @jongoiracema.<\/p>\n<p>Produtora cultural e pesquisadora Andreza Rigo explicou a origem do projeto: \u201cO Continuan\u00e7a surge da ideia de seguir em frente, de sustentar a base do grupo Jongo Iracema, da necessidade de manter vivas suas a\u00e7\u00f5es de forma cont\u00ednua e estruturada. Nossa miss\u00e3o \u00e9 fortalecer o jongo como ferramenta de resist\u00eancia cultural e como linguagem art\u00edstica em nosso territ\u00f3rio.\u201d<\/p>\n<p>Fundado em 2012 por Mestre Tu\u00edsca, o Jongo Iracema \u00e9 um marco na cultura goiana, sendo o primeiro grupo contempor\u00e2neo do estado dedicado a esta manifesta\u00e7\u00e3o de matriz afro-brasileira. \u201cEmbora nascido no Sudeste, a presen\u00e7a do jongo em Goi\u00e1s reafirma a diversidade cultural goiana e d\u00e1 visibilidade \u00e0s express\u00f5es negras que nos constituem\u201d, destaca Andreza.<\/p>\n<p>Interc\u00e2mbios e Forma\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O projeto inclui interc\u00e2mbios com grupos tradicionais, como o Jongo da Serrinha (RJ) e o Jongo Filhos da Semente (SP), enriquecendo a pr\u00e1tica local. \u201cEssas trocas renovam saberes, conectam An\u00e1polis e Goi\u00e1s a territ\u00f3rios tradicionais do jongo e ampliam o repert\u00f3rio art\u00edstico-cultural do grupo\u201d, afirma Andreza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das oficinas abertas, o Continuan\u00e7a prev\u00ea apresenta\u00e7\u00f5es em Piren\u00f3polis e An\u00e1polis, forma\u00e7\u00f5es internas e uma viv\u00eancia no Rio de Janeiro. Em novembro, m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, est\u00e1 prevista uma 2\u00aa turma da oficina de jongo na Casa da Juventude e uma apresenta\u00e7\u00e3o no IFG Campus An\u00e1polis.<\/p>\n<p>A produtora ressalta a import\u00e2ncia das oficinas para a democratiza\u00e7\u00e3o cultural: &#8220;Isso rompe barreiras sociais e estimula o pertencimento cultural. Quanto mais pessoas conhecem o jongo, mais o valorizam\u201d. Segundo ela, o projeto tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de resist\u00eancia: \u201cSua execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 representa um enfrentamento ao racismo, ao valorizar uma tradi\u00e7\u00e3o negra e ocupar espa\u00e7os p\u00fablicos com cultura afro-brasileira\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jongo Iracema, primeiro grupo contempor\u00e2neo de jongo em Goi\u00e1s, est\u00e1 realizando o Projeto Continuan\u00e7a, contemplado pela Lei Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Goi\u00e1s. 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