{"id":77238,"date":"2025-05-29T19:14:27","date_gmt":"2025-05-29T19:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=77238"},"modified":"2025-05-29T19:14:27","modified_gmt":"2025-05-29T19:14:27","slug":"nubank-tem-de-indenizar-cliente-que-caiu-em-golpe-da-falsa-central-de-atendimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/nubank-tem-de-indenizar-cliente-que-caiu-em-golpe-da-falsa-central-de-atendimento\/","title":{"rendered":"Nubank tem de indenizar cliente que caiu em golpe da falsa central de atendimento"},"content":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Goi\u00e2nia condenou o Nubank (Nu Pagamentos S.A.) a restituir um cliente v\u00edtima de golpe aplicado por meio de liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica em que criminosos se passaram por funcion\u00e1rios do banco. Al\u00e9m do ressarcimento integral dos valores transferidos, a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi condenada ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Jonas Nunes Resende.<\/p>\n<p>Conforme os autos, o consumidor, representado pela advogada Fernanda Sousa, contou que recebeu uma liga\u00e7\u00e3o no dia 27 de mar\u00e7o de 2024, na qual o interlocutor, identificando-se como representante do banco, alegou estar realizando testes de seguran\u00e7a devido \u00e0 detec\u00e7\u00e3o de uma suposta fraude na conta do autor. Convencido da veracidade da abordagem, o cliente realizou duas transfer\u00eancias via PIX, totalizando R$ 37.300,00, acreditando que os valores seriam estornados em seguida.<\/p>\n<p>Por sua vez o banco, em sua defesa, alegou que as transa\u00e7\u00f5es foram autorizadas pelo pr\u00f3prio titular da conta e que n\u00e3o houve falha nos sistemas de seguran\u00e7a, ressaltando, inclusive, que opera\u00e7\u00f5es anteriores de alto valor j\u00e1 haviam sido realizadas pelo cliente.<\/p>\n<h3><strong>Falha no servi\u00e7o<\/strong><\/h3>\n<p>No entanto, ao analisar o caso, o magistrado entendeu que houve falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Com base no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e na S\u00famula 479 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), destacou que as institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente por danos decorrentes de fraudes praticadas por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.<\/p>\n<div class=\"g g-8\">\n<div class=\"g-dyn a-9 c-1\"><ins class=\"adsbygoogle\" data-ad-client=\"ca-pub-5518593628570046\" data-ad-slot=\"7173244052\" data-ad-format=\"auto\" data-full-width-responsive=\"true\" data-adsbygoogle-status=\"done\" data-ad-status=\"filled\"><\/p>\n<div id=\"aswift_1_host\"><span style=\"background-color: #ffffff;\">O juiz observou que o banco n\u00e3o apresentou provas que afastassem a responsabilidade, tampouco demonstrou ter adotado medidas para impedir a concretiza\u00e7\u00e3o do golpe, mesmo ap\u00f3s ter sido comunicado pelo cliente.<\/span><\/div>\n<p><\/ins><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cVerifica-se a exist\u00eancia de falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, notadamente no que se refere \u00e0 seguran\u00e7a do sistema da parte requerida, que n\u00e3o impediu o acesso de terceiros ao seu sistema banc\u00e1rio, em especial, \u00e0 conta banc\u00e1ria da parte autora\u201d, escreveu o juiz na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Diante disso, o Nubank foi condenado a restituir os R$ 37.300,00 ao cliente, com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros. Al\u00e9m disso, dever\u00e1 pagar R$ 5.000,00 a t\u00edtulo de danos morais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Goi\u00e2nia condenou o Nubank (Nu Pagamentos S.A.) a restituir um cliente v\u00edtima de golpe aplicado por meio de liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica em que criminosos se passaram por funcion\u00e1rios do banco. 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