{"id":76556,"date":"2025-04-26T20:47:05","date_gmt":"2025-04-26T20:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=76556"},"modified":"2025-04-26T20:47:05","modified_gmt":"2025-04-26T20:47:05","slug":"fotografa-anapolina-traz-para-anapolis-exposicao-com-olhar-poetico-sobre-biomas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/fotografa-anapolina-traz-para-anapolis-exposicao-com-olhar-poetico-sobre-biomas-brasileiros\/","title":{"rendered":"Fot\u00f3grafa anapolina traz para An\u00e1polis exposi\u00e7\u00e3o com olhar po\u00e9tico sobre biomas brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto\">\n<p>H\u00e1 quase 20 anos, a fot\u00f3grafa anapolina Adriana Bittar percorre as regi\u00f5es do Cerrado, do Pantanal e da Amaz\u00f4nia, fazendo registros da fauna, da flora e dos habitantes desses biomas. Nessas incurs\u00f5es, ela testemunhou o impacto da devasta\u00e7\u00e3o produzida pela a\u00e7\u00e3o humana, mas, diante desses ecossistemas em constante amea\u00e7a, preferiu captar a beleza e o esplendor do que ainda se mant\u00e9m preservado, como uma alerta sobre a fragilidade desses o\u00e1sis em meio \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com uma sele\u00e7\u00e3o de 21 fotos em preto e branco, a exposi\u00e7\u00e3o Dentro, que ser\u00e1 aberta na pr\u00f3xima segunda-feira (28), na Galeria Ant\u00f4nio Sibasolly, convida o p\u00fablico a imergir nessa jornada ao mesmo tempo po\u00e9tica e visual registrada pelas lentes sens\u00edveis dessa fot\u00f3grafa nascida em An\u00e1polis e radicada em Bras\u00edlia h\u00e1 15 anos, propondo uma reflex\u00e3o sobre a nossa rela\u00e7\u00e3o com a natureza. A mostra pode ser visitada at\u00e9 o dia 14 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Durante a abertura da exposi\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 ainda o lan\u00e7amento do livro Dentro, que re\u00fane 100 imagens clicadas por Adriana nas suas andan\u00e7as por esses territ\u00f3rios, oferecendo um riqu\u00edssimo registro visual da biodiversidade brasileira. Tanto a curadoria da exposi\u00e7\u00e3o quanto a do livro ficaram a cargo de D\u00e9bora Duarte, que tamb\u00e9m assina a apresenta\u00e7\u00e3o da obra, uma edi\u00e7\u00e3o luxuosa impressa em papel italiano de alta qualidade, bil\u00edngue (portugu\u00eas\/ingl\u00eas), com textos em braile e audiodescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de chegar \u00e0 cidade natal da fot\u00f3grafa, a exposi\u00e7\u00e3o Dentro, com o patroc\u00ednio da Lei Rouanet, ficou em cartaz durante um m\u00eas no Espa\u00e7o Oscar Niemeyer, em Bras\u00edlia, no final do ano passado, al\u00e9m de Goi\u00e2nia. Ainda este ano, a exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 levada para a Argentina, na Embaixada do Brasil em Buenos Aires.<\/p>\n<p><strong>Jornada visual e ambiental<\/strong><\/p>\n<p>Formada em Publicidade pela Unaerp, de Ribeir\u00e3o Preto (SP), Adriana Bittar, 45 anos, \u00e9 apaixonada pela fotografia desde a adolesc\u00eancia, quando, ainda morando em An\u00e1polis, costumava viajar para Cavalcante e Alto Para\u00edso, na Chapada dos Veadeiros, para fazer fotos da regi\u00e3o. Logo quando se formou, passou um per\u00edodo trabalhando em S\u00e3o Paulo em um est\u00fadio de fotografia e, j\u00e1 radicada em Bras\u00edlia, atuou na \u00e1rea de fine art (imagens decorativas). No entanto, durante todo esse tempo, ela nunca deixou de se encantar pelas paisagens naturais. Nos \u00faltimos anos, fez em m\u00e9dia quatro viagens anuais para fotografar incansavelmente os biomas do Pantanal e da Amaz\u00f4nia e, com mais frequ\u00eancia ainda, realizou v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es pelo Cerrado.<\/p>\n<p>O resultado dessas aventuras com a c\u00e2mera na m\u00e3o foi um gigantesco arquivo com milhares de imagens. H\u00e1 dois anos, Adriana come\u00e7ou a trabalhar no projeto da exposi\u00e7\u00e3o e do livro, mas o resultado final s\u00f3 se concretizou com a \u00a0 curadoria de D\u00e9bora Duarte. Doutoranda em Teoria da Literatura Latino-Americana na UnB e pesquisadora da est\u00e9tica contempor\u00e2nea, D\u00e9bora mergulhou por seis meses no acervo de Adriana para selecionar as fotos presentes na mostra e na obra impressa. Ap\u00f3s esse trabalho que demandou muito tempo e dedica\u00e7\u00e3o, diante da profus\u00e3o de cores e texturas das imagens escolhidas, D\u00e9bora e Adriana optaram por trat\u00e1-las e convert\u00ea-las em preto e branco. A inten\u00e7\u00e3o, segundo D\u00e9bora, foi criar uma linguagem mais linear e homog\u00eanea para o projeto, intensificando tamb\u00e9m o efeito dram\u00e1tico de cada uma das fotos.<\/p>\n<p>A respeito da escolha da palavra \u201cDentro\u201d para nomear a exposi\u00e7\u00e3o e o livro, D\u00e9bora explica que ela surgiu de uma afirma\u00e7\u00e3o de Adriana, proferida quando a curadora acompanhava a fot\u00f3grafa durante uma das suas excurs\u00f5es pelo Cerrado. \u201cEu fico brincando dentro da lente no meu olho\u201d, disse Adriana \u00e0 \u00e9poca. \u201cEsse nome me pareceu dar conta dessa trajet\u00f3ria que explicita uma busca interna por instaurar uma linguagem sobre essas experi\u00eancias que ela tem com a natureza, principalmente com o Cerrado\u201d, explica D\u00e9bora. \u201cDentro me parece um lugar que contempla o encontro dessas imagens e dessa inquieta\u00e7\u00e3o inicial da pr\u00f3pria artista, que convida a uma entrada para a consci\u00eancia individual e coletiva\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Sobre o trabalho de Adriana, D\u00e9bora Duarte destaca ainda o seu imenso respeito por tudo aquilo que ela observa, externando um profundo cuidado da fot\u00f3grafa com o objeto representado. Assim, a sua arte fotogr\u00e1fica representa uma \u201cabertura para o encontro com o outro, seja ele a fauna, a flora ou os viventes dos territ\u00f3rios que visita\u201d, conforme a curadora escreve no texto de apresenta\u00e7\u00e3o do livro Dentro.<\/p>\n<p>Em uma de suas viagens a Amaz\u00f4nia, Adriana Bittar teve o privil\u00e9gio de participar da comitiva do celebrado fot\u00f3grafo Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara, conhecido pelos seus registros documentais das reservas ambientais brasileiras. Ao lado de Alc\u00e2ntara, Adriana elege como outra influ\u00eancia em sua arte o trabalho do fot\u00f3grafo Walter Firmo, que se especializou em registrar as festas populares. Esse tema, inclusive, \u00e9 o cerne da pr\u00f3xima empreitada de Adriana, que marca um ponto de inflex\u00e3o na sua trajet\u00f3ria como fot\u00f3grafa dedicada \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o da biodiversidade nacional. \u00a0Tamb\u00e9m com patroc\u00ednio da Lei Rouanet, Adriana vai dedicar este 2025 em viagens pelo territ\u00f3rio goiano, para clicar as diversas manifesta\u00e7\u00f5es populares locais, como a Congada, as Cavalhadas, a Prociss\u00e3o do Fogar\u00e9u, entre outras.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.dmanapolis.com.br\/envios\/2025\/04\/25\/d64ceff54755092904c6a22e327e2689.webp\" alt=\"\" width=\"676\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-comentarios\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase 20 anos, a fot\u00f3grafa anapolina Adriana Bittar percorre as regi\u00f5es do Cerrado, do Pantanal e da Amaz\u00f4nia, fazendo registros da fauna, da flora e dos habitantes desses biomas. 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