{"id":7517,"date":"2017-12-28T14:32:04","date_gmt":"2017-12-28T14:32:04","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=7517"},"modified":"2017-12-28T14:32:04","modified_gmt":"2017-12-28T14:32:04","slug":"empresas-brasileiras-se-destacam-com-games-no-mercado-internacional-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/empresas-brasileiras-se-destacam-com-games-no-mercado-internacional-2\/","title":{"rendered":"Empresas brasileiras se destacam com games no mercado internacional"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por movimentar bilh\u00f5es no mundo, a produ\u00e7\u00e3o de games come\u00e7a a se estruturar e cresce a passo seguro no Brasil. Dados do Global Games Market Report 2017, da Newzoo, empresa que realiza pesquisas sobre a ind\u00fastria de games, mostram que o Brasil ocupa o 13\u00b0 lugar no ranking de pa\u00edses que mais geraram receita no setor, com estimativa de US$ 1,3 bilh\u00e3o para este ano. No mundo, \u00e9 esperado que o mercado movimente US$ 108,9 bilh\u00f5es em 2017.<\/p>\n<p>De olho no potencial desse fil\u00e3o, a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex Brasil) firmou parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games (Abragames). As duas entidades criaram o projeto Brazilian Game Developers, com o objetivo de desenvolver e promover a ind\u00fastria local de games no exterior.<\/p>\n<p>\u201cEm 2013 a Apex come\u00e7ou a parceria com esse setor. Aconteceu um mapeamento estrat\u00e9gico dos p\u00f3los criadores de games no pa\u00eds. Foi quando a gente come\u00e7ou a entender quem eram as empresas, onde elas estavam\u201d, relata Mariana Gomes, gestora de Projetos da Apex Brasil.<\/p>\n<p>Segundo dados da ag\u00eancia de fomento, em 2015 os est\u00fadios brasileiros desenvolvedores de games que recebem assist\u00eancia do projeto fecharam US$ 11 milh\u00f5es em neg\u00f3cios internacionais. Em 2016 esse n\u00famero aumentou para US$ 17,4 milh\u00f5es, um incremento de 58%. Os resultados de 2017 ainda est\u00e3o sendo consolidados e s\u00f3 ser\u00e3o divulgados em mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>Editais<\/p>\n<p>Mariana Gomes afirma que a expectativa \u00e9 que a cifra deste ano supere os resultados do anterior. Ela v\u00ea 2017 como \u201co ano dos games brasileiros\u201d. \u201cMuito do que aconteceu de 2013 at\u00e9 aqui foi produ\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de jogos. A gente est\u00e1 entrando agora na fase de lan\u00e7amento deles\u201d, explica. Mariana informa que, tamb\u00e9m neste ano, a Ag\u00eancia Nacional do Cinema (Ancine) lan\u00e7ou dois editais totalizando R$ 20 milh\u00f5es em recursos para empresas criadoras de games.<\/p>\n<p>A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa p\u00fablica destinada a estimular a ci\u00eancia, tamb\u00e9m lan\u00e7ou um edital no valor de R$ 15 milh\u00f5es. Segundo Mariana Gomes, s\u00e3o os primeiros editais espec\u00edficos para est\u00fadios desenvolvedores de games.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro edital [da Ancine] totalizou R$ 10 milh\u00f5es apoiou 25 jogos em tr\u00eas categorias diferentes: ao custo de R$ 250 mil, R$ 500 mil e R$ 1 milh\u00e3o para serem desenvolvidos. Com o outro edital que est\u00e1 rodando, no mesmo valor, v\u00eam mais 25 jogos nessas tr\u00eas categorias. O dinheiro da Ancine entrou pra desenvolvimento do jogo e o da Finep para a empresa se fortalecer\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Tipos de games<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o tem est\u00fadios com or\u00e7amento e estrutura para produzir os chamados games Triple A, categoria utilizada para se referir aos jogos com muito dinheiro envolvido na produ\u00e7\u00e3o e que se tornam grandes sucessos. Segundo Mariana Gomes, os jogos brasileiros se enquadram na classifica\u00e7\u00e3o indie games, com recursos mais modestos para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>Ainda assim, de acordo com ela, os games do Brasil t\u00eam tido um bom desempenho. \u201cA gente tem alguns exemplos cl\u00e1ssicos de cases de sucesso internacional. Um est\u00fadio de Porto Alegre, o Aquiris Game Studio, lan\u00e7ou o Horizon Chase, um jogo de corrida de carros vintage [antigos]. Outro jogo deles, chamado Ballistic Overkill, \u00e9 um jogo em primeira pessoa online\u201d, cita.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m os jogos educacionais, como o Enem Game. Desenvolvido pela empresa capixaba Mito Games, o jogo funciona fornecendo recompensas aos jogadores que acertarem perguntas sobre o conte\u00fado do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). Marcelo Herzog, s\u00f3cio-fundador e diretor administrativo da empresa, explica que o projeto foi apresentado pela primeira vez a uma incubadora de empresas visando o mercado nacional. O modelo, no entanto, j\u00e1 despertou o interesse de investidores no exterior.<\/p>\n<p>\u201cDemorou a dar rentabilidade. Come\u00e7ou com uma vers\u00e3o gratuita, que a gente monetizava atrav\u00e9s de publicidade. Ent\u00e3o a gente desenvolveu a vers\u00e3o premium, que hoje a gente vende para as escolas. Todos os alunos do ensino m\u00e9dio t\u00eam a vers\u00e3o premium e a escola tem um painel administrativo de onde consegue extrair dados sobre o desempenho no jogo\u201d, explica Herzog.<\/p>\n<p>Segundo ele, o objetivo dos desenvolvedores \u00e9 que o jogo educacional n\u00e3o fique restrito ao Enem. \u201cIndependentemente de existir ou n\u00e3o uma prova de acesso, o Enem Game \u00e9 uma boa ferramenta de estudo. Agora para o ano que vem, durante o per\u00edodo de f\u00e9rias, a gente vai focar no desenvolvimento da vers\u00e3o para o ensino fundamental. Mais para o futuro, a gente pensa em inserir conte\u00fado para concursos\u201d, informa.<\/p>\n<p>Ganhar o mercado internacional tamb\u00e9m est\u00e1 nos planos da empresa. A Mito Games j\u00e1 participou de viagens para divulga\u00e7\u00e3o do produto em encontros de neg\u00f3cios. \u201cHouve uma procura de um instituto na Alemanha e meu s\u00f3cio j\u00e1 esteve um evento em Bruxelas em que o pessoal se interessou\u201d, disse ele, ressaltando que a companhia tamb\u00e9m desenvolve jogos de tabuleiros. \u201cA gente est\u00e1 se preparando para ficar internacional, nos jogos digitais e f\u00edsicos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Neg\u00f3cios<\/p>\n<p>Mariana Gomes, da Apex Brasil, explica que os modelos de neg\u00f3cio que desenvolvedores de games podem fechar no mercado internacional s\u00e3o variados. \u00c9 poss\u00edvel firmar um contrato para disponibilizar o jogo em lojas de aplicativos para celular, por exemplo. Nesse caso, \u00e9 poss\u00edvel cobrar pelo download ou lan\u00e7ar uma vers\u00e3o gr\u00e1tis mas com conte\u00fados peri\u00f3dicos pagos.<\/p>\n<p>Outra alternativa, geralmente usada no caso de games para plataforma externa (videogames), \u00e9 um contrato de distribui\u00e7\u00e3o com uma empresa internacional, que far\u00e1 a publicidade do jogo no exterior. Por fim, alguns grandes est\u00fadios subcontratam parte do desenvolvimento do game: uma empresa brasileira pode ser respons\u00e1vel pela m\u00fasica, por exemplo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por movimentar bilh\u00f5es no mundo, a produ\u00e7\u00e3o de games come\u00e7a a se estruturar e cresce a passo seguro no Brasil. 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