{"id":7509,"date":"2017-12-28T14:29:21","date_gmt":"2017-12-28T14:29:21","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=7509"},"modified":"2017-12-28T14:29:21","modified_gmt":"2017-12-28T14:29:21","slug":"limite-para-credito-rotativo-reduz-spread-bancario-para-menor-nivel-em-dois-anos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/limite-para-credito-rotativo-reduz-spread-bancario-para-menor-nivel-em-dois-anos-2\/","title":{"rendered":"Limite para cr\u00e9dito rotativo reduz spread banc\u00e1rio para menor n\u00edvel em dois anos"},"content":{"rendered":"<p>Beneficiado pela limita\u00e7\u00e3o para o cr\u00e9dito rotativo, o spread banc\u00e1rio encerrou novembro no menor n\u00edvel em dois anos. Segundo dados do Banco Central (BC), divulgados esta semana, o spread m\u00e9dio dos cr\u00e9ditos com recursos livres (que excluem os cr\u00e9ditos subsidiados) caiu 8,1 pontos percentuais entre outubro do ano passado e novembro deste ano, de 42,4% para 34,3%. Esse \u00e9 o menor n\u00edvel registrado desde dezembro de 2015.<\/p>\n<p>O recuo, no entanto, deve-se quase exclusivamente ao rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Segundo levantamento da Ag\u00eancia Brasil, os juros m\u00e9dios da maior parte dos tipos de linhas de cr\u00e9dito ca\u00edram menos que os 6,75 pontos percentuais de queda acumulada da taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) no mesmo per\u00edodo. De outubro do ano passado a novembro deste ano, a Selic caiu de 14,25% para 7,5% ao ano. Em dezembro, o BC reduziu a Selic para 7% ao ano, no menor n\u00edvel da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O spread banc\u00e1rio \u00e9 a diferen\u00e7a entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos de clientes (ao vender aplica\u00e7\u00f5es financeiras) e as taxas cobradas do tomador final de empr\u00e9stimos e financiamentos. A queda na Selic costuma ser repassada aos juros finais pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas s\u00f3 resulta em redu\u00e7\u00e3o do spread se os bancos reduzirem as taxas cobradas em ritmo maior que a diminui\u00e7\u00e3o dos juros b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>Se uma institui\u00e7\u00e3o reduz a taxa de uma linha de cr\u00e9dito em 6 pontos percentuais, contra uma queda de 6,75 pontos na Selic, o spread aumenta. Isso porque as taxas de capta\u00e7\u00e3o pagas pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o apenas um pouco maiores que os juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n<p>O Banco Central separa o spread banc\u00e1rio conforme o tipo de tomador de cr\u00e9dito. Para pessoas f\u00edsicas, o spread caiu 13,2 pontos percentuais de outubro de 2016 a novembro de 2017 \u2013 de 62,3% para 49,1% ao ano. Para pessoas jur\u00eddicas, que tradicionalmente pagam juros menores, o recuo chegou a 3,7 pontos percentuais \u2013 de 18,8% para 15,1% ao ano.<\/p>\n<p>Rotativo<\/p>\n<p>Nos dois casos, a queda do spread foi puxada pelos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, cujas taxas tiveram queda significativa ap\u00f3s a regra que restringiu a 30 dias o per\u00edodo em que os consumidores que n\u00e3o conseguirem pagar integralmente a fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito podem ficar no cr\u00e9dito rotativo. A retra\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o chegou a todos os tipos de linha de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>De acordo com o BC, os juros do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito ca\u00edram 69,9 pontos percentuais para pessoas jur\u00eddicas (de 355,4% para 285,5% ao ano) e 150,2 pontos percentuais para pessoas f\u00edsicas (de 484% ao ano para 333,8% ao ano) nos \u00faltimos 13 meses. No entanto, outras linhas de cr\u00e9dito n\u00e3o registraram trajet\u00f3ria semelhante. As taxas do cheque especial para pessoas f\u00edsicas passaram de 328,5% para 323,7% ao ano no mesmo per\u00edodo, retra\u00e7\u00e3o de apenas 4,8 pontos percentuais, menos que a queda da taxa Selic.<\/p>\n<p>As taxas m\u00e9dias do cr\u00e9dito pessoal, consignado e n\u00e3o consignado, ca\u00edram de 29,6% para 26,1% ao ano de outubro do ano passado a novembro deste ano (-3,5 pontos). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas, os juros do arrendamento mercantil (leasing) recuaram 4,2 pontos para os ve\u00edculos e 3,1 pontos para outros bens. Os juros m\u00e9dios dos financiamentos de importa\u00e7\u00f5es tiveram retra\u00e7\u00e3o de 7,3 pontos (um pouco superior \u00e0 queda da taxa Selic) e os juros dos financiamentos de exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 5,9 pontos. Nas linhas de financiamento de capital de giro, as taxas m\u00e9dias recuaram 6,2 pontos.<\/p>\n<p>Justificativas<\/p>\n<p>De acordo com a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), existem diversos motivos pelos quais a redu\u00e7\u00e3o da Selic n\u00e3o \u00e9 totalmente repassada para os tomadores finais. Num estudo lan\u00e7ado em outubro, a entidade informou que os custos para operar um banco representam 77% da composi\u00e7\u00e3o do spread banc\u00e1rio, dos quais os principais s\u00e3o a inadimpl\u00eancia e o volume de tributos.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, cinco fatores contribuiem para a manuten\u00e7\u00e3o do spread banc\u00e1rio: acesso limitado \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito da popula\u00e7\u00e3o, a falta de leis claras que garantam a retomada dos bens de devedores, altos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios (volume de recursos que os bancos s\u00e3o obrigados a depositar no BC), custos trabalhistas e carga tribut\u00e1ria elevada.<\/p>\n<p>H\u00e1 dez dias, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os bancos p\u00fablicos est\u00e3o fazendo a sua parte e reduzindo os spreads banc\u00e1rios. Ele disse esperar que os demais bancos repitam o movimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiado pela limita\u00e7\u00e3o para o cr\u00e9dito rotativo, o spread banc\u00e1rio encerrou novembro no menor n\u00edvel em dois anos. 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