{"id":74796,"date":"2024-10-23T22:37:00","date_gmt":"2024-10-23T22:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=74796"},"modified":"2024-10-23T22:37:00","modified_gmt":"2024-10-23T22:37:00","slug":"anapolis-tem-ao-menos-20-areas-de-risco-informa-a-defesa-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/anapolis-tem-ao-menos-20-areas-de-risco-informa-a-defesa-civil\/","title":{"rendered":"An\u00e1polis tem ao menos 20 \u00e1reas de risco, informa a Defesa Civil"},"content":{"rendered":"<p>O coordenador da Defesa Civil de An\u00e1polis, Rafael Moreira Farinha disse, durante entrevista \u00e0 Manchester FM\/DM An\u00e1polis que o munic\u00edpio tem pelo menos 20 \u00e1reas consideradas de riscos para desabamentos, inunda\u00e7\u00f5es e alagamentos. Segundo ele, este monitoramento quantitativo \u00e9 feito desde 2014, com parcerias inclusive de centros nacionais especializados nesta \u00e1rea. Entre outras situa\u00e7\u00f5es, fala sobre outras \u00e1reas localizadas \u00e0s margens de c\u00f3rregos, com presen\u00e7a de im\u00f3veis \u00e0s proximidades e, inclusive, \u00e1reas de riscos de processos erosivos, que s\u00e3o mais graves, que podem atingir as casas. Veja os principais temas abordados na entrevista.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as atribui\u00e7\u00f5es da defesa civil aqui em An\u00e1polis?<\/strong><\/p>\n<p><em>N\u00f3s temos uma legisla\u00e7\u00e3o federal que institui a pol\u00edtica nacional de prote\u00e7\u00e3o e defesa civil, e ela tem suas diretrizes gerais. Ent\u00e3o vem o Estado como sendo a regional de defesa civil, ou seja, aborda regionalmente setores que incluem alguns munic\u00edpios. E cabe ao munic\u00edpio tamb\u00e9m ter a sua defesa civil municipal, sua coordenadoria. Para realmente coordenar a quem cabe todas as a\u00e7\u00f5es, tanto de preven\u00e7\u00e3o quanto de resposta a desastres. Cabe \u00e0 Defesa Civil coordenar essas a\u00e7\u00f5es juntamente com os \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e tamb\u00e9m com os parceiros, concession\u00e1rias, que prestam servi\u00e7o aqui no munic\u00edpio. Mas tamb\u00e9m outras institui\u00e7\u00f5es, seja de ensino superior, por exemplo, ou tamb\u00e9m as outras organiza\u00e7\u00f5es, como a pr\u00f3pria Pol\u00edcia Militar, Pol\u00edcia Civil, Corpo de Bombeiros, que t\u00eam ajudado bastante a gente tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p><strong>Nessa \u00e9poca de chuva especificamente, qual \u00e9 o principal foco da defesa civil?<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00c9 quando n\u00e3o est\u00e1 chovendo que a gente tem a preven\u00e7\u00e3o como sendo o nosso foco. Ou seja, a gente vai para dentro de escola para fazer palestras, de levar conhecimento para as crian\u00e7as, que isso a\u00ed com certeza elas conseguem levar para dentro de casa tamb\u00e9m, sobre como elas podem se preparar para o per\u00edodo de anormalidade. Ou seja, esse per\u00edodo que vem com chuvas fortes, tempestades. E depois que come\u00e7a esse per\u00edodo, a\u00ed a gente j\u00e1 entra no \u00e2mbito da resposta.<\/em><\/p>\n<p><strong>E essa resposta \u00e9 como que a gente vai agir para tentar retornar \u00e0 normalidade?<\/strong><\/p>\n<p><em>Seja os transtornos a\u00ed no tr\u00e2nsito, transtornos dentro da pr\u00f3pria casa das pessoas, ou locais que possam aglomerar p\u00fablico. Ent\u00e3o assim, a gente tem essas a\u00e7\u00f5es bem definidas aqui prioritariamente. \u00c9poca de seca, a\u00e7\u00f5es preventivas. \u00c9poca de chuva, a gente tem as a\u00e7\u00f5es de resposta. Hoje a gente j\u00e1 se encontra no per\u00edodo j\u00e1 de resposta, porque j\u00e1 tem mais de duas semanas que iniciaram as chuvas. A gente estava esperando um veranico, como o pessoal chama, que \u00e9 quando come\u00e7a a chuva ali em outubro. Ela d\u00e1 uma parada e depois em novembro vem com for\u00e7a. Mas a gente viu que nesses \u00faltimos anos ocorrem esses fen\u00f4menos naturais, o El Ni\u00f1o, La Ni\u00f1a. Tem sido complicado prever certinho. Pode ser que agora daqui at\u00e9 l\u00e1 para mar\u00e7o ou abril possamos ter a\u00ed per\u00edodo de chuva com chuvas bem volumosas.<\/em><\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feita a orienta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><em>A gente tenta levar, at\u00e9 mesmo nessas a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, o conhecimento, porque a gente trabalha sempre com um termo que a gente fala que \u00e9 cultura de percep\u00e7\u00e3o de risco. Ou seja, \u00e9 levar para a popula\u00e7\u00e3o essa percep\u00e7\u00e3o de risco. Para ela entender realmente que todo ano vem esse vento forte, caem algumas \u00e1rvores. Mas al\u00e9m dessa percep\u00e7\u00e3o de que vai acontecer isso, a gente possa desenvolver as nossas a\u00e7\u00f5es. Cada pessoa tem responsabilidade sobre o seu im\u00f3vel, por exemplo, de promover a manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de telhado, calha, muros, de divisa a\u00ed com lotes vizinhos. Porque quando come\u00e7a a chover, realmente fica um pouco mais dif\u00edcil, n\u00e9? Para trocar telhado depois que come\u00e7ou a chover \u00e9 bem complicado. E a gente j\u00e1 teve, h\u00e1 duas semanas, ocorr\u00eancia de destelhamento de casas em diversos bairros aqui do munic\u00edpio, com esses ventos fortes.<\/em><\/p>\n<p><strong>As situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p><em>Tivemos diversos locais em que \u00e1rvores ca\u00edram, por exemplo, na Avenida Fernando Costa. Uma \u00e1rvore de grande porte caiu com o vento e atingiu a rede el\u00e9trica, interrompeu o tr\u00e1fego da via. E nesse caso, o bombeiro tamb\u00e9m auxilia, mas quem deve ser acionado, al\u00e9m das concession\u00e1rias, que a gente tem essas parcerias, \u00e9 sim a prefeitura, juntamente com os fiscais de tr\u00e2nsito, com o pessoal da Secretaria de Servi\u00e7os Urbanos, que \u00e9 quem faz a remo\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rvore. E as concession\u00e1rias, nesse caso a Equatorial, para poder fazer a religa\u00e7\u00e3o ou qualquer tipo de reparo que a rede necessite para voltar \u00e0 normalidade. Ent\u00e3o, basicamente, situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, corpo de bombeiros. Situa\u00e7\u00e3o de infraestrutura, acionar a Prefeitura. Atrav\u00e9s da Defesa Civil, por exemplo, a gente coordena essas a\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><strong>E de que forma a popula\u00e7\u00e3o pode acionar a Defesa Civil?<\/strong><\/p>\n<p><em>O principal meio de contato \u00e9 o WhatsApp, o da Defesa Civil, que \u00e9 o 98596-7571. E temos tamb\u00e9m o telefone fixo, no hor\u00e1rio comercial, que \u00e9 o 3902-2190. A popula\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, entra em contato com os bombeiros, por achar que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, mas essa situa\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, \u00e9 para o munic\u00edpio resolver, o pr\u00f3prio bombeiro passa essa demanda para a gente.<\/em><\/p>\n<p><strong>Quantas s\u00e3o as \u00e1reas de risco e qual o trabalho peri\u00f3dico voc\u00eas fazem com as fam\u00edlias que moram nessas regi\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><em>A gente tem levantamentos oficiais desde 2014, at\u00e9 com parcerias de centros nacionais de monitoramento. Vem equipe de fora para fazer um mapeamento hidrogeol\u00f3gico de riscos. Isso foi feito em 2014, em 2019 e, para o pr\u00f3ximo ano, possivelmente. A gente trabalha sempre nessa faixa de 20 \u00e1reas de risco. \u00c0s vezes de um ano para o outro, elas deixam de ser de risco porque tem interven\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio poder p\u00fablico. \u00c0s vezes \u00e9 uma ponte que teve reparo ou substitui\u00e7\u00e3o. Agora, h\u00e1 outras \u00e1reas que acabam surgindo, \u00e0s vezes pr\u00f3ximo a algum c\u00f3rrego, que tem algumas resid\u00eancias pr\u00f3ximas ali, que tem lan\u00e7amento de drenagem tamb\u00e9m, da drenagem pluvial. E a\u00ed, nesses casos, surgem essas novas \u00e1reas de risco. Temos riscos de processos erosivos, que s\u00e3o mais graves, que podem chegar nas casas. Tem que fazer a\u00e7\u00e3o preventiva de remo\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, da fam\u00edlia, que \u00e9 uma coisa mais traum\u00e1tica para quem mora ali. E temos tamb\u00e9m as \u00e1reas de risco de alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es e enxurradas, que s\u00e3o muitas no munic\u00edpio.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Exemplos de onde est\u00e3o essas \u00e1reas de risco.<\/strong><\/p>\n<p><em>As mais conhecidas e que recorrentemente s\u00e3o mostradas em reportagens, porque tem as ocorr\u00eancias, \u00e9 a [Rua] Amaz\u00edlio Lino. Na Avenida Marginal Ayrton Senna, que tamb\u00e9m tem algumas situa\u00e7\u00f5es de alagamento. Nas proximidades da Rua Bar\u00e3o do Rio Branco tamb\u00e9m acontecem algumas ocasi\u00f5es de inunda\u00e7\u00e3o. A gente vai monitorando esses locais, melhora a parte de infraestrutura nesses pontos, mas realmente a gente sabe que pelo volume de chuva e pela configura\u00e7\u00e3o da cidade, evitar totalmente que essas \u00e1reas ainda tenham algum tipo de alagamento ou inunda\u00e7\u00e3o, \u00e9 um trabalho muito dif\u00edcil, para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coordenador da Defesa Civil de An\u00e1polis, Rafael Moreira Farinha disse, durante entrevista \u00e0 Manchester FM\/DM An\u00e1polis que o munic\u00edpio tem pelo menos 20 \u00e1reas consideradas de riscos para desabamentos, inunda\u00e7\u00f5es e alagamentos. Segundo ele, este monitoramento quantitativo \u00e9 feito desde 2014, com parcerias inclusive de centros nacionais especializados nesta \u00e1rea. 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