{"id":71764,"date":"2023-07-30T17:47:57","date_gmt":"2023-07-30T17:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=71764"},"modified":"2023-07-30T17:47:57","modified_gmt":"2023-07-30T17:47:57","slug":"gestao-ambiental-em-anapolis-precisa-valorizar-o-cerrado-diz-ambientalista-a-jornal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/gestao-ambiental-em-anapolis-precisa-valorizar-o-cerrado-diz-ambientalista-a-jornal\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o ambiental em An\u00e1polis precisa valorizar o Cerrado, diz ambientalista a Jornal"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto\">\n<p>Localizada no centro do Cerrado brasileiro, An\u00e1polis se desenvolveu economicamente como poucas cidades, por\u00e9m, cada vez mais tem se tornado necess\u00e1rio debater solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para o futuro.<\/p>\n<p>No pa\u00eds das palmeiras, conhecido como \u201cPindorama\u201d, em muitos momentos da hist\u00f3ria desmatar o que era nativo para importar plantas estrangeiras como a Washingtonia, pareceu ser a melhor solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o consultor ambiental Ant\u00f4nio El Zayek, a partir dos anos 1970, tudo que era origin\u00e1rio era \u201cdesclassificado\u201d e chamado de mato, e o que era estrangeiro era considerado bonito.<\/p>\n<p>\u201cA gente importa uma cultura branca europeia e qualquer planta que viesse fora era importante, o pinheiro, por exemplo. At\u00e9 hoje a gente usa algumas express\u00f5es como \u201climpar o cerrado\u201d, como se ele fosse uma sujeira\u201d, disse, em entrevista especial ao DM An\u00e1polis.<\/p>\n<p>Segundo ele, n\u00e3o se trata apenas de An\u00e1polis, mas de diversas cidades brasileiras que seguem o paisagismo franc\u00eas de Champs-\u00c9lys\u00e9es, com estrutura palaciana e \u201cpingos-de-ouro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem um complexo de que o que \u00e9 nosso \u00e9 ruim e o que vem de fora \u00e9 bonito. A rela\u00e7\u00e3o da cidade com o meio ambiente \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de negar o pr\u00f3prio ambiente e copiar as coisas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O consultor lembra que, quando foi feito o aterramento da regi\u00e3o do F\u00f3rum e do Centro Administrativo, que j\u00e1 foi um brejo, pol\u00edticos da \u00e9poca afirmavam que com a tecnologia seria poss\u00edvel construir em qualquer lugar.<\/p>\n<p>\u201cMas a natureza cobra aquele espa\u00e7o de volta e a gente passa a ver grandes inunda\u00e7\u00f5es em todas as cidades do Brasil, n\u00e3o \u00e9 uma coisa peculiar de An\u00e1polis. A gente desprezou o ambiente, agora precisamos entender como ele funciona para viver bem\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, o meio ambiente deve estar sempre relacionado \u00e0 qualidade de vida das pessoas. Com diversas tecnologias e estudos, a capacidade de avan\u00e7ar no debate e nas solu\u00e7\u00f5es para os problemas atuais, como os alagamentos, existe.<\/p>\n<p>\u201cA gente precisa usar esse potencial de crescimento para reconstruir, temos a Lei do empreendimento sustent\u00e1vel e o programa Pr\u00f3 \u00c1gua que foram pioneiros no Brasil. An\u00e1polis \u00e9 uma das primeiras cidades a cobrar que \u00e1rea verde deve ser entregue verde e n\u00e3o marrom\u201d, exaltou.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos que olhar as coisas de forma positiva, o loteador, ou empres\u00e1rio, ajuda a criar a cidade, n\u00e3o \u00e9 um inimigo, cabe ao poder p\u00fablico negociar para o coletivo, cobrar que tenha \u00e1reas verdes, galerias drenantes, qualidade de vida e preserva\u00e7\u00e3o das nascentes\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria DM An\u00e1p\u00f3lis<\/p>\n<p>Link Original\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dmanapolis.com.br\/noticia\/57097\/gestao-ambiental-em-anapolis-precisa-valorizar-o-cerrado-diz-ambientalista\">https:\/\/www.dmanapolis.com.br\/noticia\/57097\/gestao-ambiental-em-anapolis-precisa-valorizar-o-cerrado-diz-ambientalista<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-comentarios\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Localizada no centro do Cerrado brasileiro, An\u00e1polis se desenvolveu economicamente como poucas cidades, por\u00e9m, cada vez mais tem se tornado necess\u00e1rio debater solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para o futuro. 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