{"id":6741,"date":"2017-12-27T17:31:24","date_gmt":"2017-12-27T17:31:24","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=6741"},"modified":"2017-12-27T17:31:24","modified_gmt":"2017-12-27T17:31:24","slug":"quantidade-de-proteinas-ingeridas-pode-ser-crucial-em-cancer-colorretal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/quantidade-de-proteinas-ingeridas-pode-ser-crucial-em-cancer-colorretal\/","title":{"rendered":"Quantidade de prote\u00ednas ingeridas pode ser crucial em c\u00e2ncer colorretal"},"content":{"rendered":"<p>Madri, 21 dez (EFE).- A quantidade de prote\u00ednas ingeridas na dieta pode ser um fator importante para prevenir o c\u00e2ncer colorretal em certos grupos de risco, diz um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Oncol\u00f3gicas (CNIO, na sigla em espanhol) da Espanha.<\/p>\n<p>A medicina j\u00e1 tinha conhecimento de que fatores como a dieta e a inflama\u00e7\u00e3o intestinal t\u00eam papel importante no desenvolvimento dessa doen\u00e7a, mas os v\u00ednculos diretos entre nutrientes, inflama\u00e7\u00e3o e c\u00e2ncer colorretal ainda n\u00e3o foram comprovados.<\/p>\n<p>O trabalho do CNIO, publicado nesta quinta-feira na revista Cell Metabolism, explica que as pessoas que j\u00e1 sofrem com a doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal poderiam se beneficiar de uma dieta rica em prote\u00ednas. Por outro lado, uma dieta baixa em prote\u00ednas poderia ser o mais adequado para quem t\u00eam predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para o c\u00e2ncer de c\u00f3lon.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o trabalho revela porque um determinado tipo de medicamento utilizado contra o c\u00e2ncer colorretal (os inibidores do complexo de prote\u00ednas mTORC1) praticamente n\u00e3o tem efetividade em alguns pacientes, uma descoberta que abre caminho para otimizar e personalizar os tratamentos, afirmaram os pesquisadores em sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais de 75% dos casos de c\u00e2ncer colorretal s\u00e3o atribu\u00eddos a causas ambientais, pois n\u00e3o est\u00e3o associados a fatores gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Tudo indica que h\u00e1bitos como uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, a falta de exerc\u00edcios f\u00edsicos e o tabagismo podem afetar o sistema digestivo e levar a doen\u00e7as inflamat\u00f3rias, como a doen\u00e7a de Crohn e a colite ulcerosa, que frequentemente evoluem para o c\u00e2ncer colorretal.<\/p>\n<p>No entanto, os mecanismos precisos que vinculam a dieta, a inflama\u00e7\u00e3o e o c\u00e2ncer colorretal n\u00e3o s\u00e3o muito bem conhecidos.<\/p>\n<p>Para estud\u00e1-los, Nabil Djouder, chefe do Grupo de Fatores de Crescimento, Nutrientes e C\u00e2ncer do CNIO, se concentrou em mTORC1, um complexo de prote\u00ednas que funciona como sensor de nutrientes.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado em ratos modificados geneticamente e os resultados foram confirmados com amostras humanas de inflama\u00e7\u00e3o intestinal (causadas pela doen\u00e7a de Crohn e a colite ulcerosa) e c\u00e2ncer colorretal.<\/p>\n<p>Alguns tratamentos contra o c\u00e2ncer de c\u00f3lon agem sobre mTORC1 inibindo sua atividade, mas nas experi\u00eancias cl\u00ednicas \u00e9 poss\u00edvel observar que os inibidores de mTORC1 s\u00e3o praticamente ineficientes em determinados pacientes.<\/p>\n<p>O trabalho de Djouder mostra que inibir mTORC1 pode ser mais ben\u00e9fico nos c\u00e2nceres colorretais que t\u00eam base gen\u00e9tica importante, especialmente nos pacientes que t\u00eam uma muta\u00e7\u00e3o no gene APC, que representam menos de 5% de todos os casos.<\/p>\n<p>Quanto aos outros tipos de c\u00e2ncer colorretal, que s\u00e3o maioria e que se desenvolvem em pessoas com inflama\u00e7\u00e3o intestinal e sem origem gen\u00e9tica, a estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o passa por promover a atividade de mTORC1, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que se mTORC1 for inibido nos ratos com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria, o c\u00e2ncer avan\u00e7a.<\/p>\n<p>Em seguida os especialistas conclu\u00edram que se o c\u00e2ncer colorretal se deve a muta\u00e7\u00f5es no gene APC \u00e9 melhor inibir mTORC1, e se estiver associado \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o intestinal esta prote\u00edna deve ser ativada, o que se consegue atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os investigadores afirmam que uma dieta rica em prote\u00ednas, por exemplo, utilizando suplementos de prote\u00edna de soro de leite, promove a atividade de mTORC1 e pode reduzir a forma\u00e7\u00e3o de tumores em ratos com inflama\u00e7\u00e3o gastrointestinal cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Por outro lado, uma dieta baixa em prote\u00ednas pode ser uma op\u00e7\u00e3o para prevenir o c\u00e2ncer colorretal em pacientes com uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, por exemplo, aqueles que apresentam muta\u00e7\u00f5es no APC, enquanto que uma dieta rica em prote\u00ednas poderia proteger os pacientes com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal, segundo os autores.<\/p>\n<p>Os nossos resultados podem ter implica\u00e7\u00f5es importantes para o uso cl\u00ednico dos inibidores de mTORC1, bem como para abrir novos caminhos para otimizar e personalizar os tratamentos contra o c\u00e2ncer colorretal, conclu\u00edram os especialistas do CNIO. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Madri, 21 dez (EFE).- A quantidade de prote\u00ednas ingeridas na dieta pode ser um fator importante para prevenir o c\u00e2ncer colorretal em certos grupos de risco, diz um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Oncol\u00f3gicas (CNIO, na sigla em espanhol) da Espanha. 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