{"id":6433,"date":"2017-12-27T16:29:24","date_gmt":"2017-12-27T16:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=6433"},"modified":"2017-12-27T16:29:24","modified_gmt":"2017-12-27T16:29:24","slug":"cientistas-europeus-captam-detalhes-de-uma-estrela-gigante-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cientistas-europeus-captam-detalhes-de-uma-estrela-gigante-vermelha\/","title":{"rendered":"Cientistas europeus captam detalhes de uma estrela gigante vermelha"},"content":{"rendered":"<p>Berlim, 20 dez (EFE).- Um grupo de cientistas do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) conseguiu observar, com detalhes sem precedentes, os processos ocorridos na superf\u00edcie de uma estrela vermelha, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista brit\u00e2nica Nature.<\/p>\n<p>A estrela, chamada como Pi Gruis, tem aproximadamente a mesma massa que o Sol, mas um di\u00e2metro 350 vezes maior. Segundo os cientistas, nosso Sol tamb\u00e9m ir\u00e1 aumentar de tamanho, tornando-se uma estrela vermelha semelhante a essa daqui 5 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>A Pi Gruis est\u00e1 a 530 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra. O nome da estrela \u00e9 formado pela letra grega Pi e pelo nome da constela\u00e7\u00e3o a qual ela pertence, que est\u00e1 dentro do sistema Bayer.<\/p>\n<p>Esse sistema nomeia as estrelas de uma constela\u00e7\u00e3o com letras do alfabeto grego, seguindo a ordem do mesmo. A estrela mais brilhante \u00e9 chamada de alfa, e a menos de \u00f4mega.<\/p>\n<p>Uma equipe do ESO, comandada por Claudia Paladini, utilizou o Very Large Telescope, que fica no Chile, para observar a Pi Gruis e descobriu que sua superf\u00edcie tem apenas algumas c\u00e9lulas convectivas. Parte delas tem 120 milh\u00f5es de quil\u00f4metros &#8211; cerca de um quatro do di\u00e2metro da estrela.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, a superf\u00edcie do Sol tem aproximadamente dois milh\u00f5es de c\u00e9lulas convectivas, com di\u00e2metros de apenas 1,5 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo, quando a Pi Gruis gastou todo o hidrog\u00eanio que tinha para queimar, essa estrela anci\u00e3 deixou para tr\u00e1s a primeira etapa de sua fus\u00e3o nuclear e diminuiu de tamanho \u00e0 medida que ficava sem energia, elevando sua temperatura al\u00e9m de 100 milh\u00f5es de graus.<\/p>\n<p>As temperaturas extremas alimentaram a etapa seguinte da estrela, que come\u00e7ou ent\u00e3o a queimar h\u00e9lio, transformando-o em \u00e1tomos mais pesados como carbono e oxig\u00eanio. O n\u00facleo intensamente quente, segundo os cientistas, expeliu as camadas mais externas , fazendo com que a estrela aumentasse de tamanho em rela\u00e7\u00e3o ao original.<\/p>\n<p>De forma simult\u00e2nea, esse processo gerou nebulosas planet\u00e1rias e bolhas vermelhas, que tamb\u00e9m foram observadas pelos cientistas.<\/p>\n<p>Enquanto as estrelas de massa oito vezes maior do que a do Sol encerram seus ciclos com espetaculares explos\u00f5es, as de menor massa vivem um processo paulatino de desprendimento de suas camadas exteriores, como \u00e9 o caso da Pi Gruis. EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berlim, 20 dez (EFE).- Um grupo de cientistas do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) conseguiu observar, com detalhes sem precedentes, os processos ocorridos na superf\u00edcie de uma estrela vermelha, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista brit\u00e2nica Nature. 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