{"id":6427,"date":"2017-12-27T16:28:09","date_gmt":"2017-12-27T16:28:09","guid":{"rendered":"http:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=6427"},"modified":"2017-12-27T16:28:09","modified_gmt":"2017-12-27T16:28:09","slug":"cresce-pobreza-na-america-latina-por-brasil-e-venezuela-diz-cepal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/cresce-pobreza-na-america-latina-por-brasil-e-venezuela-diz-cepal\/","title":{"rendered":"Cresce pobreza na Am\u00e9rica Latina por Brasil e Venezuela, diz Cepal"},"content":{"rendered":"<p>A pobreza na Am\u00e9rica Latina cresceu em 2016 e alcan\u00e7ou 30,7% da popula\u00e7\u00e3o, principalmente pelo rev\u00e9s econ\u00f4mico no Brasil e na Venezuela, que reduziu a m\u00e9dia regional, informou na quarta-feira um relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal).<\/p>\n<p>A pobreza m\u00e9dia na regi\u00e3o sobe basicamente por dois pa\u00edses, que s\u00e3o justamente Brasil e Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, disse Alicia B\u00e1rcena, secret\u00e1ria-executiva da Cepal.<\/p>\n<p>B\u00e1rcena explicou em coletiva de imprensa que em ambos os pa\u00edses a pobreza cresceu mais que no resto da regi\u00e3o, em meio a fortes retra\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, contrastando com a tend\u00eancia geral de reduzir o problema gra\u00e7as a pol\u00edticas redistributivas e melhoria dos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>A taxa de 30,7% indica que 186 milh\u00f5es de latino-americanos s\u00e3o pobres, um aumento frente aos 28,5% (168 milh\u00f5es) de 2014. A pobreza extrema alcan\u00e7ou em 2016 a 10% da popula\u00e7\u00e3o, equivalente a 61 milh\u00f5es de pessoas, uma piora frente aos 48 milh\u00f5es (8,2%) anterior.<\/p>\n<p>O Panorama Social 2017 da Cepal tamb\u00e9m revelou que crian\u00e7as e adolescentes, com idades entre 0 e 14 anos, s\u00e3o o grupo mais afetado pelo problema, pois representam 46,7% do total dos pobres e 17% dos extremamente pobres.<\/p>\n<p>O fato de que a pobreza tem a face de uma crian\u00e7a \u00e9 muito preocupante na regi\u00e3o (&#8230;). Crian\u00e7as e jovens ainda s\u00e3o nosso calcanhar de Aquiles, disse B\u00e1rcena.<\/p>\n<p>Outros grupos vulner\u00e1veis s\u00e3o mulheres e a popula\u00e7\u00e3o de \u00e1reas rurais. O estudo indica que a pobreza extrema aumenta entre as mulheres em idade produtiva, uma tend\u00eancia que, longe de diminuir ou estabilizar, se acentuou, afirmou.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o not\u00e1vel dos \u00edndices de pobreza e pobreza extrema registrada entre 2002 e 2014, com progressos similares em toda a regi\u00e3o, perdeu ritmo em 2015 e 2016, ano em que a economia latino-americana recuou 0,9%, indicou B\u00e1rcena.<\/p>\n<p>Ela antecipou que a taxa vai continuar est\u00e1vel em 2017 porque a Am\u00e9rica Latina mostrou uma tend\u00eancia a recuperar o crescimento econ\u00f4mico que representa um papel muito importante para amenizar o problema.<\/p>\n<p>A Cepal alertou tamb\u00e9m para os desafios futuros aos sistemas de aposentadoria da regi\u00e3o, considerando que, para 2040, a popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais vai superar a de 0 a 14.<\/p>\n<p>Somos uma regi\u00e3o que est\u00e1 envelhecendo e temos desafios muito importantes, disse B\u00e1rcena, destacando que 142 milh\u00f5es de pessoas economicamente ativas ainda n\u00e3o t\u00eam cobertura nos sistemas de previd\u00eancia social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pobreza na Am\u00e9rica Latina cresceu em 2016 e alcan\u00e7ou 30,7% da popula\u00e7\u00e3o, principalmente pelo rev\u00e9s econ\u00f4mico no Brasil e na Venezuela, que reduziu a m\u00e9dia regional, informou na quarta-feira um relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal). 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